O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo


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Thiago Oliveira e Ricardo Lacerda

O IPCA, índice que mede a inflação no Brasil, é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos. Os preços foram coletados no período de 29 de abril a 31 de maio de 2017 em dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. Para o mês de maio o índice nacional apresentou variação mensal de 0,31% e, com isso, acumula alta de 3,6% nos últimos doze meses. Sem o desconto que incidiu em abril, as contas de energia elétrica aumentaram 8,98%, sendo o principal responsável pela alta do IPCA de 0,14%, em abril, para 0,31%, em maio.

O aumento na tarifa de energia impactou significativamente o índice observado nas Regiões Metropolitanas do Nordeste – A RM de Recife teve sua tarifa reajusta em 24,05%, Salvador (19,27%) e Fortaleza (10,44%) também apresentaram elevação significativa nas tarifas de energia elétrica. Assim, Recife apresentou maior variação mensal (0,72%) e no acumulado do ano (2,35%) e em doze meses (5,18%). A RM de Fortaleza, por sua vez, apresentou variação mensal de 0,10% e anual de 4,92%. Por fim, a RM e Salvador apresentou menor variação anual (1,38%) e nos últimos doze meses (3,56%).

Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo

Região Var. Mensal (%) Maio Var. Acumulada no ano (%) Var. Acumulada 12 meses (%)
Brasil 0,31 1,42 3,6
RM Fortaleza 0,10 1,76 4,92
RM Recife 0,72 2,35 5,18
RM Salvador 0,32 1,38 3,56

Fonte: IBGE

Produção Industrial – O aumento no ritmo da produção industrial nacional, na passagem de março para abril de 2017, na série com ajuste sazonal, foi acompanhada por cinco dos quatorze locais pesquisados. Contudo, Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial mostrou redução de 4,5% em abril de 2017, com doze dos quinze locais pesquisados apontando resultados negativos. No primeiro quadrimestre do ano o setor industrial, ao recuar 0,7%, assinalou a décima taxa negativa consecutiva nesse tipo de confronto, mas a menos intensa dessa sequência. E nove dos quinze locais pesquisados apresentaram resultado positivo, mas não o suficiente para impactar na média nacional.

Produção Industrial (Abril 2017)

 

Locais

Variação (%)
Abr 2017 / Mar 2016 Acum. Jan – Abr Acum. doze meses
Brasil 0,6 -0,7 -3,6
Nordeste 0,6 -2,9 -2,7
     Ceará 0,6 -2,9 -3,0
     Pernambuco 0,6 2,3 -1,1
     Bahia -0,7 -8,2 -8,4

Fonte: IBGE (Série com Ajuste Sazonal)

Sergipe mantém o menor custo do m2 da Construção Civil – O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE, apresentou variação de 0,30% em maio, ficando 0,15 ponto percentual acima da taxa do mês anterior (0,15%). Os últimos 12 meses ficaram em 4,52%, resultado abaixo dos 5,07% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2016 o índice foi 0,83%. O custo nacional da construção, por metro quadrado, que em abril fechou em R$ 1.039,54, em maio subiu para R$ 1.042,69, sendo R$ 536,24 relativos aos materiais e R$ 506,45 à mão de obra. A região Nordeste apresentou menor valor no custo médio por metro quadrado, R$ 972,25, embora tenha apresentado maior variação mensal (0,78%) dentre as regiões brasileiras. O estado de Sergipe apresentou menor custo de construção por metro quadrado (R$ 928,81) do país.

Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Maio/2017)

Área geográfica Custo médio R$/m2 Variação mensal Variação anual Variação 12 meses
BRASIL 1.042,69 0,30 1,49 4,52
Região Sul 1.075,55 0,10 0,73 5,26
Região Sudeste 1.088,12 0,18 1,36 4,23
Região Centro-Oeste 1.042,77 0,05 0,48 4,40
Região Norte 1.051,14 -0,12 1,18 3,70
Região Nordeste 972,25 0,78 2,49 4,9
          Maranhão 1007,76 0,45 3,86 6,87
          Piauí 1002,66 0,25 1,46 4,43
          Ceará 957,14 -0,01 0,3 4,32
          Rio Grande do Norte 927,75 0,37 2,07 5,87
          Paraíba 1025,05 0,35 3,06 6,01
          Pernambuco 955,41 -0,18 2,15 5,06
          Alagoas 952,58 0,14 0,93 5,14
          Sergipe 928,81 2,03 2,74 3,09
          Bahia 971,74 2,31 3,69 3,93

Fonte: IBGE/Sinapi

Paraíba passa a contar com voo internacional – A Paraíba passará a contar, através da Gol Linhas Inteligentes, com voos regulares entre Buenos Aires e João Pessoa. No dia 1º de julho, acontecerá o “batismo” da aeronave que pousará com os primeiros turistas argentinos. O voo vai sair de Buenos Aires às 12h35, com chegada na capital paraibana prevista para às 17h35. O retorno à Argentina com passageiros paraibanos está previsto para às 18h35 do mesmo dia, fazendo uma escala em Maceió (Aeroporto Zumbi dos Palmares), com chegada prevista para às 0h50 do dia 2 (madrugada).  Para viabilizar o voo, o Governo reduziu para 6% a alíquota de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) incidente no combustível de aviação. Em contrapartida, a companhia aérea vai iniciar a operação internacional, além de ampliar o número de voos de João Pessoa para outras capitais, principalmente, São Paulo. Haverá uma série de ações promocionais do Destino Paraíba na Argentina.

Recife inaugura primeiro hospital veterinário público do Norte-Nordeste – O primeiro hospital veterinário público do Norte-Nordeste começou a funcionar na última segunda-feira (12), em Recife (PE), das 8h ao meio-dia e das 14h às 18h. O atendimento será feito de segunda a sexta-feira. A unidade fica localizada no bairro do Cordeiro. Inicialmente, serão realizados atendimento clínico, vacinação e exames de raio-X. A partir de setembro, serão disponibilizados exames laboratoriais; em novembro, começarão a ser realizados procedimentos como ultrassom, atendimento odontológico e cirurgias oncológicas e ortopédicas. A prefeitura da capital pernambucana explica que a unidade tem capacidade de fazer mais de 2.200 procedimentos por mês, sendo 70 atendimentos clínicos diários (cerca de 1.500 por mês) e mais de 35 exames radiográficos por dia (mais de 750 mensais).

Fieb investe R$ 80 milhões e dá início às obras do Cimatec Industrial – Dentro de um ano, o Polo de Camaçari, na Bahia, vai contar com um moderno parque de pesquisa tecnológica e desenvolvimento de fábricas-piloto, com laboratório de testes em escala industrial. As obras do Cimatec Industrial, projeto da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), tiveram inicio na última segunda-feira (12), com o lançamento da pedra fundamental do empreendimento. O investimento total é de R$ 80 milhões. O megaempreendimento é composto de um complexo de 11 prédios, numa área total de quatro milhões de metros quadrados. O projeto total prevê cinco etapas, a serem implantadas em até 20 anos. Na primeira fase, o Cimatec Industrial vai ocupar 50 mil metros quadrados: serão construídos os 11 prédios, que abrigarão uma unidade administrativa e dez galpões: sete para plantas-piloto e três laboratórios (construção civil, metrologia e sistemas construtivos). Faz parte ainda do projeto implantar pistas de teste, tanto para o setor automotivo, como para o de aviação. Na fase inicial, o Cimatec vai atender a outros importantes segmentos: energia eólica, mecânica, naval e offshore, automotivo, construção civil, petroquímica, biotecnologia, indústria farmacêutica, bem como de papel e celulose e, ainda, de petróleo e gás.