Dólar avança para R$ 5,51 e Ibovespa sobe embalado por dados dos EUA
O mercado financeiro fechou a semana com reações intensas após a divulgação de novos indicadores econômicos internacionais e a repercussão de diretrizes fiscais no cenário nacional.
Desempenho do câmbio e força externa
O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,511, o que representa uma alta de 0,44%. No acumulado da semana, a moeda estrangeira registrou um avanço de 1,20% frente ao real.
Esse comportamento foi impulsionado principalmente pelo fortalecimento global da divisa americana, motivado pelo relatório de empregos dos Estados Unidos. O documento apontou a criação de 165 mil vagas de trabalho no mês passado, superando amplamente a projeção de 65 mil feita por economistas. Além disso, a taxa de desemprego apresentou queda em relação aos 4,2% observados em setembro.
Com a demonstração de força do mercado de trabalho norte-americano, investidores reajustaram as apostas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos. No encerramento do pregão, o índice DXY, que compara a moeda dos EUA a uma cesta de seis divisas fortes, subiu 0,76%, atingindo 102,320 pontos.
Repercussão política interna
No Brasil, agentes econômicos acompanharam de perto as discussões em torno da política econômica para o quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As atenções se voltaram para declarações oficiais sobre o compromisso com a gestão das contas públicas.
Durante uma reunião extraordinária do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), o chefe do Executivo enfatizou que a administração federal pretende manter responsabilidade fiscal e social. O pronunciamento ocorreu após um encontro realizado na véspera com autoridades e conselheiros para debater a pauta econômica do país.
Movimentação da bolsa brasileira
O Ibovespa, principal índice da B3, teve uma sessão de recuperação e fechou em alta de 1,39%, aos 168.498,45 pontos. O indicador foi beneficiado pelo desempenho positivo de parte das bolsas de Nova York e pela valorização de papéis do setor de tecnologia no exterior.
Ao longo do pregão, a referência da bolsa brasileira oscilou entre a mínima de 165.909,74 pontos e a máxima de 169.073,04 pontos, movimentando R$ 29,04 bilhões antes dos ajustes finais. Na soma semanal, o Ibovespa acumulou ganho de 0,29%, embora siga distante dos patamares anteriores ao desfecho da eleição presidencial, período em que operava acima dos 205 mil pontos.
Bolsas em Nova York e cenário global
Nos Estados Unidos, os índices acionários encerraram a sexta-feira sem uma direção única. O S&P 500 avançou 0,31% (7.376,86 pontos) e o Nasdaq subiu 1,09% (24.579,42 pontos), enquanto o Dow Jones recuou 0,46% (51.285,73 pontos).
A volatilidade havia sido intensa no dia anterior, quando o Nasdaq despencou 5,52% devido a temores sobre o estouro de uma bolha em inteligência artificial. Na mesma data, o S&P 500 caiu 4,36% e o Dow Jones recuou 3,44%. Apesar do alívio pontual no último dia útil da semana, os principais índices norte-americanos fecharam no vermelho no acumulado semanal.
Fonte: Agencia Brasil