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Caderno Mercado

Lula garante manutenção de programas sociais em seu quarto mandato

Lula garante manutenção de programas sociais em seu quarto mandato

O presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) garantiu neste domingo (1º) que nenhum programa social será cancelado durante seu quarto mandato, com início previsto para 2027. O chefe do Executivo utilizou uma gravação difundida em plataformas digitais e em grupos de WhatsApp para refutar boatos sobre cortes em iniciativas amplamente populares.

Combate às fake news

As especulações ganharam força na semana passada, período em que o petista enfrentou problemas vocais. De acordo com o governo, circularam inveracidades sobre o fim do Bolsa Família e do Gás do Povo, além de um suposto recuo na emenda constitucional que encerrou a escala 6×1.

“Escutem o que eu vou dizer: nenhum programa social será extinto neste país”, afirmou. “O que pode acontecer é criarmos novos programas sociais ou melhorarmos aqueles que já existem”, declarou o presidente, apontando adversários políticos como responsáveis pela disseminação das inverdades.

O pronunciamento também serviu para tranquilizar o eleitorado quanto à saúde do líder político e reforçar os compromissos assumidos durante a disputa eleitoral contra Flávio Bolsonaro (PL), superado no segundo turno com 51,79% dos votos válidos. “Tudo aquilo que foi prometido na campanha, podem ter certeza de que vai acontecer. Podem ter certeza”, assegurou.

Cenário econômico e transição

Enquanto o Palácio do Planalto tenta acalmar a base de apoio, o mercado financeiro monitora a formação da futura equipe ministerial, com foco especial no comando do Ministério da Fazenda. O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), desponta como um dos principais cotados para a pasta econômica em 2027.

Segundo Fonteles, a gestão federal buscará conciliar o arrojo necessário para o desenvolvimento social com o rigor nas contas públicas. “Ele vai navegar nesses dois campos, conciliar essas duas agendas, mas jamais vai abrir mão dos ganhos sociais a cada ano”, afirmou.

Apesar das garantias oficiais, analistas apontam desafios fiscais consideráveis no horizonte. Medidas adotadas com foco eleitoral somam R$ 290 bilhões em despesas previstas para o biênio de 2026 e 2027, gerando debates entre agentes econômicos sobre a sustentabilidade da dívida pública na próxima administração.

Fonte: Folha - Mercado