Pular para o conteúdo principal

Caderno Mercado

Briga generalizada com cadeiradas choca Parlamento da Armênia

Briga generalizada com cadeiradas choca Parlamento da Armênia

Uma confusão generalizada envolvendo socos, chutes e o arremesso de móveis tomou conta do Parlamento da Armênia nesta quinta-feira (29), durante uma sessão que era transmitida ao vivo para todo o país.

Origem da confusão no Legislativo O tumulto teve início quando o deputado Taron Chakhoyan, do partido governista Contrato Civil, discursava na tribuna. Ele fez acusações de corrupção contra integrantes da oposição, especificamente direcionadas ao bloco Armênia Forte, e criticou declarações polêmicas feitas anteriormente por um primo de Narek Karapetyan, líder do grupo oposicionista.

Declarações machistas motivaram embate Em janeiro, Sargis Karapetyan havia afirmado que, caso seu partido chegasse ao poder, não haveria mulheres insatisfeitas no país. A fala machista ocorreu durante um debate sobre a criação de um ministério hipotético voltado à satisfação sexual feminina, gerando forte repercussão negativa.

Escalada para agressões físicas Após as acusações de Chakhoyan, Narek Karapetyan respondeu aos gritos, fazendo com que a discussão verbal rapidamente escalasse para agressões físicas. Durante o confronto, Chakhoyan jogou água em um parlamentar opositor, mesas e cadeiras foram derrubadas, garrafas foram lançadas e o vice-presidente da Casa, Vahagn Aleksanyan, arremessou uma cadeira contra os rivais.

Intervenção da segurança e feridos O presidente do Parlamento, Ruben Rubinyan, manteve a transmissão ao vivo para garantir a transparência. A sessão precisou ser suspensa por aproximadamente uma hora, mas a violência continuou nos corredores do prédio, onde seguranças precisaram montar uma barreira de contenção. Uma ambulância foi acionada para o local, e diversos parlamentares foram vistos com ferimentos e roupas rasgadas.

Posicionamentos e repercussão política Após a retomada dos trabalhos, Rubinyan culpou Karapetyan pelo início da confusão, afirmando que ele proferiu insultos e tentou agredir Chakhoyan primeiro. O primeiro-ministro Nikol Pashinyan condenou a violência, mas defendeu a atuação de sua base aliada. “Estar na oposição não significa que alguém possa se tornar insolente”, declarou, acrescentando que a reação dos governistas, “seja com uma cadeira ou com outra coisa”, foi proporcional e correta.

Enquanto Chakhoyan pediu desculpas à sociedade, classificou a atitude dos opositores como vandalismo e alegou que a briga foi premeditada, Karapetyan minimizou o episódio e descreveu o confronto como uma luta entre homens à moda armena.

Fonte: Mundo