Google vai inserir anúncios em respostas de inteligência artificial no Brasil
O Google confirmou que pretende expandir a exibição de anúncios comerciais em seu Modo IA para o Brasil, além do México e do Reino Unido, até o final deste semestre. A iniciativa busca adaptar a publicidade digital para o formato de buscas conversacionais, onde os usuários realizam perguntas mais complexas e detalhadas.
Como funcionam os anúncios com inteligência artificial
A novidade já opera em dez nações, incluindo Austrália, Canadá, Índia e Filipinas, e deve alcançar novos mercados nos próximos meses. Com conversas até três vezes mais longas do que as pesquisas convencionais, a tecnologia consegue compreender com maior precisão a intenção por trás de cada busca para sugerir produtos e serviços direcionados.
“Nossas pesquisas mostram que as pessoas se sentem confortáveis com anúncios no Modo IA e os acham altamente relevantes”, afirmou Shashi Thakur, vice-presidente e gerente-geral do Google Ads.
O executivo destacou que as taxas de cliques nos anúncios pagos já equiparam-se aos resultados orgânicos de produtos. Simultaneamente, o mercado norte-americano passa a receber as chamadas propagandas multiturno, capazes de acompanhar o fluxo da conversa e exibir conteúdos promocionais em dúvidas complementares.
Impacto financeiro e pressão dos investidores
A movimentação comercial ocorre em um momento de alta exigência sobre a Alphabet, controladora da empresa, diante da apreensão de acionistas com os custos bilionários na infraestrutura de inteligência artificial.
Os papéis da companhia registraram uma queda de 11,7% após um balanço trimestral visto como desfavorável pelo mercado. A baixa refletiu tanto o avanço no consumo de caixa para custear as inovações quanto o desempenho da publicidade tradicional abaixo do esperado.
O cenário acabou gerando reflexos na bolsa norte-americana, derrubando o índice Nasdaq em mais de 1%. O episódio evidencia o desafio atual das gigantes tecnológicas em comprovar que os investimentos robustos no setor tecnológico conseguirão se traduzir em lucros consistentes a curto prazo.
Fonte: G1 Economia