Imagem: Divulgação

A cesta básica de Aracaju registra a maior alta acumulada da Região Nordeste. Nos últimos 12 meses, a variação é de 26,6%. Para adquirir os 13 itens da cesta, o consumidor da capital sergipana pagou R$ 357,32 em janeiro. O valor representa crescimento de 2,2% em relação ao mês anterior.

Neste período, Aracaju liderou a alta de quatro alimentos: pão, tomate, leite e feijão. No caso do pão francês (jacó), frequente na mesa do aracajuano, a alta foi de 21,6% em janeiro. Já a capital baiana registrou a menor variação (3,5%).

Para o tomate, o aumento foi de 28,5% em Aracaju. E novamente a cidade de Salvador ficou com o melhor desempenho, dessa vez com queda de 17,2% nos preços verificados.

Ainda segundo o estudo, o preço do leite ficou 81,3% mais caro na capital sergipana. A menor alta do produto ocorreu em Natal (23%). Já a elevação mais expressiva foi registrada no preço do feijão, com alta em todas as capitais do Nordeste: de 73,2% em João Pessoa a 102,1% em Aracaju.

Nordeste

Segundo os autores da publicação, o comportamento da cesta básica penaliza especialmente a população que pertence aos extratos de menor renda, uma vez que o custo é mais relevante no orçamento das famílias mais pobres.

Ainda de acordo com o estudo, a Região Nordeste foi a única que apresentou crescimento no custo da cesta básica.  O aumento em 12 meses (+18,8%), deve-se principalmente ao crescimento nos preços do feijão (+88,6%), açúcar (+55,3%), manteiga (+47,9%), farinha (+35,1%), leite (+33,6%) e banana (+22,3%). Estes seis itens representaram 40,4% do total do custo da cesta básica regional no período em análise.

As informações estão no Boletim Diário Econômico, publicação do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), órgão vinculado ao Banco do Nordeste, documento que analisa dados do Dieese.

Ascom BNB – Sergipe

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