Eleição de 2026 entra para a história como a 3ª mais disputada
O segundo turno das eleições presidenciais de 2026 foi acirrado, mas não tanto quanto o de 2022 e o de 2014, mostra levantamento realizado.
Margens apertadas nas urnas Na votação de domingo (25), Lula (PT) obteve 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) alcançou 48,21%. A diferença entre os dois candidatos foi de 3,58 pontos percentuais e 4.430.191 votos.
Com esse resultado, o pleito de 2026 foi a terceira eleição presidencial mais apertada em segundo turno desde a redemocratização. Desde a retomada das eleições diretas para presidente, em 1989, Fernando Henrique Cardoso foi o único presidente eleito em primeiro turno, em 1994 e 1998.
Recordes anteriores de acirramento Até hoje, a menor diferença registrada na história em um segundo turno de eleição presidencial no Brasil foi no embate entre Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em 2022, Lula venceu o pai de Flávio por 50,9% a 49,1%: uma diferença de 1,8 ponto percentual e 2.139.645 votos.
Em segundo lugar está o segundo turno da eleição de 2014, em que Dilma Rousseff (PT) venceu Aécio Neves (PSDB) por 51,64% a 48,36%. No pleito, houve uma diferença de 3,28 pontos percentuais e 3.459.963 votos.
Disputa acirrada na etapa inicial Embora o segundo turno de 2026 tenha ficado em terceiro lugar entre os mais acirrados, o primeiro turno de 2026 teve a menor distância entre o 1º e o 2º colocado no primeiro turno desde 1989.
No 1º turno de 2026, a distância entre os dois primeiros colocados foi de apenas 1,87 ponto percentual — Flávio Bolsonaro ficou com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. A diferença entre os candidatos foi de 2.224.965 votos.
Uma reviravolta sem precedentes O resultado da eleição de 2026 entrou para a história porque foi a primeira vez que um candidato que acabou atrás no primeiro turno conseguiu reverter o resultado e vencer no segundo turno.
Com a vitória, Lula se torna o primeiro presidente eleito quatro vezes pelo voto direto no Brasil. Aos 80 anos, o petista afirmou durante a campanha que esta seria sua última disputa presidencial. Pelas regras constitucionais atuais, ele não poderá concorrer a um novo mandato em 2030.
No primeiro discurso depois de ser reeleito, Lula dedicou a vitória inédita à “juventude rebelde que se levantou pela democracia”, às mulheres e aos trabalhadores.
“Eu quero agradecer a cada homem, a cada mulher. Hoje, eu vi na televisão o gesto de muitos netos levando o avô e avó para votar em cadeira de roda. Eu devo essa vitória a juventude rebelde que se levantou em defesa da democracia. Eu devo essa vitória às mulheres que se rebelaram contra o feminicídio. Eu devo às pessoas que acreditam que o fim da escala 6 por 1 é um benefício pra sociedade brasileira. Eu devo essa vitória aos educadores que acreditam que a educação é a melhor solução para fazer o país falta de qualidade. Eu devo essa vitória a cada um e a cada uma de vocês”, disse Lula.
Fonte: G1 - Política