Jornais estrangeiros repercutem último debate entre Flávio e Lula
O último embate televisivo entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras chamou a atenção da imprensa internacional. Realizado em um estúdio da TV Globo, o encontro aconteceu a poucos dias da votação decisiva de domingo (25), cenário em que as pesquisas de intenção de voto do Datafolha mostravam um empate técnico de 50% dos votos válidos para ambos.
Cobertura global e diferenças de postura Veículos de comunicação de diferentes nações relataram um contraste marcante na postura dos postulantes ao Palácio do Planalto. Publicações estrangeiras observaram que o debate foi marcado por discussões sobre economia, segurança pública e relações internacionais, evidenciando as estratégias distintas adotadas por cada campanha para atrair eleitores indecisos.
Análise da imprensa europeia O jornal espanhol El País apontou que, embora tenha havido atritos, o tom geral foi mais construtivo que o do encontro anterior, com Lula colocando o adversário na defensiva. Na França, o Le Monde destacou a mudança visual e comportamental de Flávio, que usou gravata e evitou caminhar pelo estúdio, além de registrar a forte repercussão de uma fala direcionada ao presidente. Já a agência británica Reuters enfatizou o choque de propostas sobre custo de vida, bem-estar social e corrupção.
Visão da América Latina e Portugal Na Argentina, o periódico La Nación focou nos ataques mútuos e nos debates sobre modelos econômicos, comparando as diretrizes de ajuste fiscal com a gestão de Javier Milei. Em Portugal, o Observador ressaltou a tentativa de Flávio de exibir uma imagem moderada de presidenciável, enquanto Lula buscou associar o opositor a riscos democráticos. O jornal uruguaio El País também registrou as discussões sobre o salário mínimo, o agronegócio e as alianças internacionais com os Estados Unidos.
Conclusão do pleito Com análises voltadas para o impacto nos eleitores que ainda não haviam definido seu voto, a imprensa mundial acompanhou de perto os momentos de tensão e as promessas de campanha que antecederam a abertura das urnas.
Fonte: G1 - Política