Governo dos EUA cassa vistos de 61 autoridades da Bolívia e Colômbia
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cancelou os vistos de 61 pessoas associadas à Bolívia e à Colômbia, abrangendo atuais autoridades e ex-integrantes de gestões passadas dos dois países sul-americanos. De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, a iniciativa integra uma ampla campanha regional voltada para o combate à corrupção e ao narcotráfico.
Impacto das sanções em La Paz e Bogotá
As penalidades diplomáticas afetam 40 cidadãos bolivianos, com vínculos com a administração do ex-presidente Luis Arce, e 21 colombianos ligados ao governo de Gustavo Petro. O comunicado oficial, assinado pelo secretário do Departamento de Estado, Marco Rubio, pontua que a intenção é respaldar as administrações atuais no enfrentamento a facções criminosas.
Divisão das restrições por país
Na Bolívia, o bloqueio de entrada nos Estados Unidos recai sobre 15 figuras políticas e seus parentes diretos, englobando legisladores, juízes, procuradores e antigos oficiais de agências de segurança e investigação. Já no território colombiano, a medida afeta sete indivíduos e seus respectivos núcleos familiares, incluindo membros do congresso e administradores municipais.
Base legal para o cancelamento
A aplicação das restrições seguiu as diretrizes da Lei de Imigração e Nacionalidade dos Estados Unidos. O dispositivo legal concede autoridade ao secretário de Estado para vetar o ingresso de estrangeiros caso “houver motivos para considerar que sua entrada no país ou suas atividades possam provocar consequências negativas para a política externa americana”, conforme detalhado no documento oficial.
Contexto da coalizão regional
Tanto a Bolívia quanto a Colômbia integram o Escudo das Américas, uma aliança lançada em março de 2026 pela gestão Donald Trump que agrupa nações latino-americanas voltadas para a repressão ao tráfico de drogas e a cartéis classificados pela coalizão como organizações “narcoterroristas”.
Enquanto a Bolívia esteve presente desde a fundação do bloco com a presença do presidente boliviano, Rodrigo Paz, na cúpula inaugural na Flórida, a Colômbia inicialmente se distanciou sob a gestão de Gustavo Petro. A adesão colombiana ocorreu somente mais tarde, após a ascensão ao poder de Abelardo de la Espriella, figura alinhada a Washington e entusiasta das diretrizes de segurança norte-americanas para a América Latina.
Fonte: Mundo