Doença de Newcastle: 6 mil perus são abatidos no Oeste de SC
As autoridades sanitárias concluíram o sacrifício de 6 mil perus em uma propriedade comercial localizada em Nova Itaberaba, no Oeste catarinense. A medida drástica foi adotada após a confirmação laboratorial de um foco da doença de Newcastle, enfermidade viral com alto potencial de contágio entre plantéis avícolas.
Descarte seguro e desinfecção da área
A eliminação das aves ocorreu em dois galpões ao longo de uma segunda e terça-feira. Logo após o abate, os restos mortais dos animais e todos os materiais que tiveram contato com o lote foram sepultados em uma vala específica, vistoriada e liberada pelos órgãos ambientais competentes para prevenir contaminações no solo e no entorno.
Sob a supervisão conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), o local foi isolado por barreiras físicas. O acesso permanece restrito a técnicos autorizados, que conduzem os procedimentos de desinfecção completa das instalações.
Embargos internacionais e mercado externo
A notificação do caso gerou repercussão imediata no comércio exterior, com barreiras impostas por cinco nações importadoras. A Malásia e o México optaram pela suspensão temporária das compras de carne de frango de todo o território brasileiro. Por outro lado, China, Chile e Arábia Saudita delimitaram o veto exclusivamente aos produtos originários de Santa Catarina.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) acompanha o cenário e apontou que os prejuízos financeiros aos produtores locais ainda estão sendo calculados.
Monitoramento em raio de 10 quilômetros
Para barrar a dispersão do patógeno, equipes de fiscalização atuam em uma área delimitada de 10 quilômetros a partir do ponto inicial da infecção. A força-tarefa prevê visitas a cerca de 1,6 mil propriedades, incluindo estabelecimentos comerciais e criações voltadas à subsistência. Em 133 desses locais, agentes recolherão amostras biológicas para análises laboratoriais preventivas, dando prioridade aos lotes próximos da data de abate.
Alimentos inspecionados não oferecem perigo
A Cidasc reforçou que a doença de Newcastle afeta aves silvestres e domésticas, mas não é transmitida a pessoas por meio da ingestão de carne ou ovos. Em humanos, o contato direto com animais infectados pode gerar somente quadros leves e temporários de conjuntivite.
Dessa forma, o consumo de itens avaliados pelo Serviço Veterinário Oficial segue seguro. Os consumidores podem verificar a procedência dos alimentos conferindo a presença dos selos de fiscalização nas embalagens: o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), o Serviço de Inspeção Estadual (SIE) ou o Serviço de Inspeção Federal (SIF).
Fonte: G1 Economia