EUA negam ciência sobre falhas em satélites da SpaceX na Ucrânia
O governo dos Estados Unidos declarou nesta quarta-feira (21) que não teve ciência prévia sobre a diminuição na velocidade das comunicações via satélite da SpaceX utilizadas pelas forças ucranianas no conflito contra a Rússia.
Posicionamento oficial em Mumbai
A manifestação ocorreu durante viagem oficial a Mumbai, na Índia, após autoridades de Kiev denunciarem prejuízos nas operações militares devido à desaceleração do serviço prestado pela companhia de Elon Musk. O secretário de Estado americano pontuou que o governo dos EUA não possui ingerência sobre as operações comerciais da fornecedora de tecnologia.
“O presidente não tem nada a ver com as decisões tomadas pelo Starlink, pelo Starshield ou pelo sr. Musk”, disse Rubio. O representante da diplomacia norte-americana reforçou que a gestão de Washington não impôs qualquer tipo de bloqueio ao uso do Starlink pela Ucrânia, rechaçando supostas teorias de que o país teria interferido no desempenho da ferramenta vital para a estratégia de defesa ucraniana. “Não houve nenhum conhecimento prévio sobre isso”, acrescentou.
Reuniões diplomáticas na Noruega
Enquanto o tema repercute internacionalmente, o enviado especial dos EUA para o conflito, Steve Witkoff, reuniu-se com o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, na terça-feira (20), em Oslo, na Noruega. A comitiva ucraniana busca estreitar os laços com Washington em meio a atritos recentes referentes ao suporte militar e ao acesso às tecnologias espaciais. A agenda de Witkoff prevê ainda um diálogo direto com o presidente russo, Vladimir Putin.
Impacto das restrições no front
As queixas de Kiev surgiram após relatos de unidades na linha de frente sobre o funcionamento deficitário dos equipamentos, que auxiliam na coordenação de drones e na defesa contra investidas russas. A Ucrânia emprega o Starshield para fins militares e o Starlink em demandas civis, apontando também reflexos negativos na emissão de alertas de bombardeios à população.
Além da controvérsia envolvendo os satélites, a liderança ucraniana criticou a suposta retenção de mísseis interceptadores adquiridos por nações europeias para a defesa aérea local, armamentos que dependem de liberação do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, enquanto o país busca manter o respaldo internacional no terceiro ano de guerra.
Fonte: Mundo