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Caderno Mercado

Flávio Bolsonaro criticou Bolsa Família em posts apagados

Flávio Bolsonaro criticou Bolsa Família em posts apagados

Antigas publicações feitas pelo senador e candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, entre 2011 e 2013, revelam que o político já criticou duramente programas de transferência de renda, rotulando os auxílios governamentais como estratégias de dependência.

O conteúdo das publicações excluídas

As mensagens foram recuperadas de uma base histórica da rede social X, antigo Twitter, após terem sido deletadas pelo próprio parlamentar. Naquela época, enquanto exercia o mandato de deputado estadual no Rio de Janeiro, o político argumentava que iniciativas de assistência social funcionavam como ferramentas de clientelismo eleitoral para garantir sustentação política ao Partido dos Trabalhadores.

Uma postagem datada de 25 de agosto de 2011 trazia a frase “Financiamento púb de campanha do pt!”, publicada em meio a discussões sobre o reajuste do programa federal. Meses depois, em 23 de novembro do mesmo ano, ele se opôs a uma iniciativa estadual da gestão de Sérgio Cabral no Rio de Janeiro, classificando o auxílio como “bolsa-farelo” e justificando seu voto contrário por enxergar ali um ato de “clientelismo eleitoreiro”.

Outros registros e a repercussão atual

Os rastros digitais recuperados também mostram que, em 25 de fevereiro de 2013, o parlamentar questionou dados oficiais de emprego, argumentando que beneficiários do Bolsa Família e do seguro-desemprego entravam nas estatísticas como ocupados. Meses mais tarde, em 24 de junho de 2013, o político cravou em resposta a um usuário que “o PT perpetua a pobreza com o bolsa-farelo”.

Atualmente, o discurso do candidato passou por uma guinada. A equipe de comunicação de Flávio Bolsonaro foi procurada para comentar a alteração de posicionamento e a exclusão dos registros, mas informou que o posicionamento atual é pela manutenção do benefício em eventual governo.

A discussão sobre o tema ganhou novo fôlego após Daniella Marques, coordenadora do núcleo econômico da campanha, anunciar em entrevista que a gestão prevê uma regra de transição de dois anos para beneficiários que conseguirem inserção no mercado de trabalho formal, além da criação de um Ministério da Prosperidade para ofertar capacitação e crédito.

Fonte: G1 - Política