Centrão articula reeleição de Hugo Motta e se antecipa ao PL
Um bloco formado por dez legendas que compõem o Centrão manifestou nesta quarta-feira (14) a intenção de preservar a aliança partidária para a próxima disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, marcada para fevereiro do ano que vem, antecipando-se a possíveis movimentações do PL.
Aliança consolidada para 2025
O grupo político que conduziu o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) ao comando da Casa no início de 2025 pretende repetir a estratégia de união na próxima disputa pela Mesa Diretora, cujos cargos são renovados a cada biênio. Na eleição anterior, o parlamentar contou com o respaldo de 18 legendas.
Atualmente, dez dessas siglas já firmaram o compromisso de manter o apoio à recondução de Motta ao cargo: Republicanos, a federação entre União Brasil e PP, PSD, MDB, Podemos, a federação PSDB-Cidadania e a federação Solidariedade-PRD.
“O bloco também caminhará unido na eleição da Mesa Diretora do próximo ano. O presidente Hugo Motta terá nosso apoio para iniciar o diálogo em busca de convergência e unidade em torno de sua reeleição à Presidência da Câmara dos Deputados”, afirmaram os partidos.
Força numérica e desafios da votação
Em termos quantitativos, as dez siglas somam 252 parlamentares. Para assegurar a vitória no plenário, que exige maioria simples dos presentes, são necessários 257 votos, o equivalente à maioria absoluta das 513 cadeiras da Casa. Contudo, o manifesto oficial não assegura a disciplina partidária no dia do pleito, visto que o voto é secreto.
“Temos construído por uma Câmara plural, independente e aberta ao diálogo com todas as correntes políticas, garantindo espaço”, disseram os partidos.
Negociações e resistência na base
A articulação ocorre em meio a debates internos e preocupações com a influência do bolsonarismo na Casa, alimentada por ressalvas de parlamentares dessa corrente em relação a posicionamentos políticos recentes do atual presidente. O deputado Marcos Pereira (SP), dirigente nacional do Republicanos, relatou ter sido alertado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre tal resistência, embora mantenha otimismo quanto a entendimentos futuros.
Na terça-feira (13), o PSD já havia declarado respaldo ao nome de Motta, enquanto o dirigente máximo da Casa tem defendido a coesão das forças de centro diante do cenário de polarização política observado no pleito nacional.
Fonte: G1 - Política