Acordo Mercosul-UE impulsiona exportações brasileiras em 30%
As vendas externas do país registraram um salto expressivo de 30% desde que o tratado comercial entre o Mercosul e a União Europeia passou a valer em maio deste ano, impulsionando a economia nacional e consolidando novos recordes no comércio exterior.
Crescimento expressivo nas vendas externas
De acordo com Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as exportações brasileiras acumulam alta de 10,4% em 2026. A declaração foi feita durante um evento no Ministério da Agricultura que celebrou a abertura de 700 mercados para itens do agronegócio desde 2023. “Só o acordo Mercosul e União Europeia, de maio até agora, significou uma expansão de 30% das nossas exportações”, disse Elias Rosa. O pacto comercial entrou em vigor de forma provisória no dia 1º de maio, após quase três décadas de tratativas.
O impacto financeiro também foi destacado por Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores, ao ressaltar o volume de negócios gerado entre os blocos nos últimos meses. “O comércio bilateral cresceu um pouco mais de 6 bilhões de dólares. Isso, a partir de maio até agora, mostra a perspectiva que existe para o futuro”, declarou.
Diversificação da pauta exportadora
O titular da pasta do Desenvolvimento econômica pontuou que o avanço comercial não se limita ao setor agrícola. O país tem alcançado marcas históricas na corrente de comércio com diferentes parceiros internacionais, enquanto o setor externo como um todo exibe uma expansão média de 10,5%. Para o representante do governo, os resultados positivos são fruto da sinergia entre os aportes financeiros do setor privado e os esforços diplomáticos na abertura de novas praças.
Apesar do cenário global adverso, marcado por barreiras tarifárias e restrições comerciais, o governo brasileiro reforçou a intenção de manter canais abertos de diálogo e negociação com os Estados Unidos, buscando mitigar potenciais impactos sobre os embarques nacionais.
Regras e isenções do pacto comercial
O tratado entre os dois blocos econômicos institui uma área de livre comércio focada na diminuição e extinção gradual de taxas alfandegárias. Diversos produtos ganharam isenção imediata, enquanto outros seguem cronogramas específicos de desoneração.
O texto prevê a eliminação de taxas para 77% dos gêneros agropecuários adquiridos pela UE, com prazos de transição entre quatro e dez anos. Entre os itens beneficiados com taxa zero estão frutas, pescados, óleos vegetais, sucos e cafés solúveis e moídos, visto que o grão verde já ingressava no mercado europeu sem tributos. Em contrapartida, mercadorias consideradas sensíveis pelos europeus, como carnes bovina, suína e de frango, tiveram as reduções atreladas a cotas específicas de exportação.
Fonte: G1 Economia