Juíza federal paralisa corte de árvores em campo de golfe de Trump
A Justiça dos Estados Unidos determinou nesta segunda-feira (12) a paralisação imediata na derrubada de vegetação em um campo de golfe localizado em Washington. A medida foi tomada após o corte de centenas de espécimes no local, projeto que faz parte dos planos do presidente Donald Trump para transformar a capital do país.
Ação urgente e ambientalistas
A magistrada Ana Reyes atendeu a um pedido apresentado por grupos ambientalistas que demonstraram forte preocupação com a situação. Segundo os defensores do meio ambiente, cerca de 500 árvores foram retiradas no sábado (10), com o aviso de que centenas de outras seriam eliminadas ao longo da semana.
“O tribunal ordena aos réus que interrompam toda a remoção de árvores no campo de golfe East Potomac”, afirmou a juíza em uma breve decisão. Além disso, a autoridade judicial marcou uma audiência emergencial virtual para escutar os argumentos dos envolvidos, questionando sobretudo a ausência de um aviso prévio adequado por parte do governo, que comunicou suas intenções apenas no final da noite de sexta-feira (9).
Reformas na capital americana
Conhecido por sua paixão pelo esporte, Trump tem o objetivo de revitalizar o campo de golfe, que classifica como estando em condições precárias. O argumento oficial é de que a área reformada terá capacidade para receber campeonatos de grande porte no futuro.
Desde que retornou à presidência em janeiro de 2025, o líder republicano tem impulsionado diversas intervenções arquitetônicas para imprimir sua marca pessoal em Washington, alegando que sua gestão visa resgatar o esplendor de uma capital que teria sido esquecida por administrações anteriores.
Controvérsias e projetos faraônicos
Por outro lado, parlamentares democratas criticam duramente as iniciativas, apontando o uso de verbas públicas para fins de autopromoção. Várias das intervenções propostas já enfrentam contestações nos tribunais norte-americanos.
Entre as obras contestadas estão a construção de um novo salão de festas na residência oficial — que exigiu a demolição de uma ala inteira do complexo — e a modernização do Kennedy Center, onde o chefe de Estado deseja ver seu próprio nome em destaque.
O próprio governante admitiu o caráter pessoal de suas ambições em entrevista concedida no começo de setembro.
“Ninguém vai fazer isso depois que eu tiver ido embora. Quando eu sair daqui, ninguém vai fazer”, declarou à New York Magazine, ao responder se estaria executando tais obras em busca de glória individual.
Fonte: Folha Esportes