União Europeia critica acordo de diesel russo articulado por Donald Trump
A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, criticou severamente neste sábado (10) a possibilidade de suspender as penalidades econômicas aplicadas ao combustível russo, argumentando que a medida fortalece financeiramente a ofensiva militar de Moscou. A declaração ocorre logo após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, revelar um acerto para a importação de derivados de petróleo.
Acordo para conter preços nos Estados Unidos O entendimento foi divulgado na sexta-feira (9), quando o líder norte-americano afirmou que Moscou aceitou enviar 300 mil toneladas de diesel de maneira imediata, com remessas subsequentes de 500 mil toneladas no mês seguinte e um lote adicional de 1 milhão de toneladas em breve.
A estratégia busca injetar até 4,8 milhões de toneladas do produto no mercado internacional, conforme tratado entre Trump e o presidente da Rússia, Vladimir Putin. A manobra ocorre em um momento em que Washington tenta estabilizar os valores dos combustíveis antes da realização das eleições legislativas marcadas para novembro.
Posição oficial do Kremlin Do lado russo, Vladimir Putin declarou que o país está preparado para abastecer tanto o mercado norte-americano quanto o global, argumentando que a medida traz benefícios para a economia mundial. Um comunicado oficial emitido pelo Kremlin detalhou ainda que os chefes de Estado debateram caminhos para solucionar o conflito ucraniano e abordaram o cenário político no Irã.
A reação europeia, contudo, reforça o isolamento de Moscou imposto pelos aliados ocidentais tradicionais e evidencia divergências estratégicas entre os Estados Unidos e os parceiros europeus na gestão das sanções econômicas globais.
Fonte: Folha - Mercado