O reverendo Juarez Marcondes Filho admitiu ter sido “descuidado” ao registrar uma mensagem em vídeo manifestando apoio político à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e à deputada Bia Kicis, concorrentes ao Senado pelo PL no Distrito Federal. Ele assumiu em agosto a liderança do Supremo Concílio da IPB (Igreja Presbiteriana do Brasil).
Polêmica em gravação com líderes conservadoras No registro audiovisual, o religioso compõe um grupo ao lado de Michelle, Kicis, da senadora Damares Alves (Republicanos) e de Cristiane Britto (PL), que exerceu o cargo de ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos na gestão de Jair Bolsonaro (PL).
Afastamento das normas estatutárias Em entrevista concedida ao Painel, Marcondes Filho confirmou que a IPB “não tem partidos ou candidatos, nem oficiais, nem oficiosos”. Na sequência, argumentou que sua manifestação ocorreu em caráter “pessoal, mas inevitavelmente tomado como institucional”, finalizando com a admissão do deslize, visto que a instituição religiosa proíbe expressamente que seus dirigentes declarem votos.
Posicionamento político da instituição Meses antes, em declaração concedida em agosto, o dirigente máximo da denominação rejeitou a tese de forte influência do bolsonarismo na estrutura eclesiástica, classificando o rótulo como aspecto superficial. Na ocasião, pontuou que “Não se pode de maneira nenhuma dizer que a igreja presbiteriana é lulista ou bolsonarista. Isso aí chega a ser uma pecha desagradável para nós. Talvez a direita se aproprie de valores que para nós são já permanentes, e isso pareça fazer coincidir. Mas somos uma igreja que valoriza muitas questões de natureza social, o bem-estar do próximo, atender aos carentes.”
Fonte: Política – Folha













