A Balança Comercial Brasileira em 2017


Por Saumíneo Nascimento

Os dados que foram revelados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, neste início de 2018, apontam que 2017 foi um bom ano para o comércio exterior brasileiro. De acordo com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), no acumulado de 2017, as exportações apresentaram valor de US$ 217,746 bilhões. Sobre 2016, as exportações registraram crescimento de 18,5%, pela média diária. As importações somaram US$ 150,745 bilhões, acima 10,5%, pela média diária, sobre o mesmo período anterior, US$ 137,552 bilhões.

A corrente de comércio alcançou cifra de US$ 368,491 bilhões, representando aumento de 15,1% sobre o mesmo período anterior, pela média diária, quando totalizou US$ 322,787 bilhões. O saldo comercial acumulou superávit de US$ 67,001 bilhões, valor 40,5% superior ao alcançado em igual período de 2016, US$ 47,683 bilhões.

No acumulado janeiro-dezembro de 2017, registraram crescimento em relação a igual período de 2016, os produtos: básicos (+28,7%, para US$ 101,069 bilhões), semimanufaturados (+13,3%, para US$ 31,434 bilhões) e manufaturados (+9,4%, para US$ 80,255 bilhões).

Com relação à exportação de produtos básicos, houve aumento de receita de: petróleo em bruto (+66,4%), minério de ferro (+45,6%), soja em grão (+34,1%), minério de cobre (+29,9%), milho em grão (+26,0%), carne bovina (+17,7%), algodão em bruto (+12,6%), carne suína (+9,4%) e carne de frango (+9,0%).

Dentro dos semimanufaturados, os maiores aumentos ocorreram nas vendas de: semimanufaturados de ferro/aço (+56,4%), ferro fundido (+47,2%), madeira serrada (+24,8%), ferro-ligas (+18,2%), celulose (+14,8%), óleo de soja em bruto (+14,8%) e açúcar em bruto (+10,1%).

No grupo dos manufaturados, ocorreu crescimento principalmente em: óleos combustíveis (+80,5%), máquinas para terraplanagem (+66,0%), tratores (+49,3%), automóveis de passageiros (+43,9%), laminados planos (+39,3%), veículos de carga (+37,4%), óxidos/hidróxidos de alumínio (+19,4%), chassis com motor (+19,4%), autopeças (+16,5%), motores para veículos e partes (+11,5%), pneumáticos (+11,0%), açúcar refinado (+10,7%), calçados (+10,1%), suco de laranja não congelado (+5,3%) e polímeros plásticos (+0,8%).

Por mercados compradores, cresceram as vendas para os principais destinos, a saber: Ásia (+27,7%, sendo que a China cresceu 35,3%, para US$ 50,2 bilhões, por conta de soja em grão, petróleo em bruto, minério em bruto, carne bovina, celulose, minério de manganês, hidrocarbonetos, ferro-ligas, óleo de soja em bruto, tripas e buchos de animais, miudezas de animais, algodão em bruto, minério de cobre, aviões, zinco em bruto), África (+20,9%, em decorrência de açúcar, carne de frango, milho em grão, minério de ferro, soja em grão, zinco em bruto, semimanufaturados de ferro/aço, fumo em folhas, trigo em grão, carnes salgadas, café em grão), Mercosul (+18,4%, sendo que para a Argentina cresceu 32,4%, por conta de automóveis de passageiros, veículos de carga, tratores, autopeças, máquinas p/terraplanagem, semimanufaturados de ferro/aço, máquinas p/uso agrícola, laminados planos, minério de ferro, óleos combustíveis, fios elétricos, inseticidas, soja em grão, motocicletas, pneumáticos, calçados, hidrocarbonetos, cobre em barra, ferro-ligas), Estados Unidos (+17,0%, por conta petróleo em bruto, semimanufaturados de ferro/aço, máquina p/terraplanagem, tubos de ferro fundido, partes de motores e turbinas p/aeronaves, etanol, ferro fundido, celulose, minério de ferro, suco de laranja não congelado, óxidos/hidróxidos de alumínio, motores p/veículos e partes, fio-máquina de ferro/aço), América Central e Caribe (+16,5%, por conta de milho em grão, petróleo em bruto, óleos combustíveis, celulose, minério de ferro, farelo de soja, papel e cartão, ônibus, medicamentos, máquinas p/terraplanagem, semimanufaturados de ferro/aço, automóveis de passageiros, madeira compensada), Oriente Médio (+16,0%, principalmente por conta de açúcar em bruto, minério de ferro, carne bovina, chassis com motor, munições de caça e esporte, motores e turbinas p/aeronaves, automóveis de passageiros, açúcar refinado, café em grão, laminados planos, carne de frango, bovinos vivos, pedras preciosas/semipreciosas, aviões), Oceania (+7,1%, por conta de máquinas p/terraplanagem, minério de ferro, celulose, tubos de ferro fundido, café em grão, calçados, madeira compensada, lagostas congeladas, chassis c/motor, suco de laranja congelado) e União Europeia (+5,5%, por conta de minério de ferro, petróleo em bruto, milho em grão, semimanufaturados de ferro/aço, máquinas p/terraplanagem, minério de cobre, celulose, laminados planos, óleos combustíveis, ferro-ligas, ferro fundido, suco de laranja congelado, hidrocarbonetos, medicamentos, madeira compensada, motores e turbinas p/aeronaves, ácidos carboxílicos).

Exportações de serviços audiovisuais brasileiros cresceram 138,9% em dois anos – As exportações de serviços audiovisuais brasileiros cresceram 138,9% em dois anos, passando de R$ 73,6 milhões em 2014 (0,35% do total de serviços exportados pelo País) para R$ 176 milhões em 2016 (0,95% do total). Os dados são de estudo divulgado pela Agência Nacional do Cinema (Ancine), instituição vinculada ao Ministério da Cultura (MinC). Outra evolução significativa na área de exportações foi a de vendas de Licenciamento de Direitos, que superaram US$ 74 milhões e representaram 42,6% do total de serviços audiovisuais exportados em 2016 – dois anos antes, essa participação era de apenas 14,4%. Atrás do Licenciamento ficaram os segmentos de TV Aberta (29,8%) e de Produção e Pós-Produção (25,9%). O Licenciamento de Direitos também foi o serviço audiovisual mais importado em 2016, com US$ 1,1 bilhão e 63% de participação nas importações do setor. Na segunda posição está o segmento de TV paga, com 31%. O país que mais adquiriu serviços audiovisuais brasileiros em 2016 foram os Estados Unidos, com R$ 34,8 milhões, seguido por Coreia do Sul (R$ 28,3 milhões), Suíça (R$ 10,1 milhões), Reino Unido (R$ 9,4 milhões), França (R$ 5,9 milhões), México (R$ 695 mil), Canadá (R$ 533 mil) e Alemanha (R$ 400 mil). A Ancine fez o estudo com base nos dados do Sistema Integrado de Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e Outras Operações que Produzam Variações no Patrimônio (SISCOSERV), do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Foram classificados 53 serviços audiovisuais dentro dos mercados de televisão aberta, paga, cinema, vídeo por demanda ou mídias móveis. O estudo considerou as atividades fins de cada etapa da cadeia de valor do audiovisual em seus diversos segmentos.

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