Automação e a reestruturação do mercado de trabalho


Irene da Silva Ribeiro, diretora da Ellevo | Foto Daniel Zimmermann

Irene da Silva Ribeiro
Diretora da Ellevo

Um dos acontecimentos mais marcantes do século XX, a Revolução Industrial transformou o formato de trabalho até então conhecido. Em meio a duas grandes guerras, falta de orçamento e foco em redução de custos, empresas de diversos setores investiram em máquinas e muitos profissionais tiveram que se reinventar para garantir o salário no fim do mês.

Tão impactante quanto, a automação chegou para revolucionar o nosso formato atual de atuação. Modelos que antes eram comuns passam a ser ultrapassados e muitas das atividades realizadas anteriormente por pessoas já são executadas automaticamente por computadores. Chatbots, inteligência cognitiva, funções que deixam de existir nas corporações se tornaram comuns, especialmente quando a crise deu o tom em nosso país. Foco em reduzir custos, trabalhar com equipes cada vez mais enxutas e aumentar a produtividade para estabilizar os números viraram o melhor meio de subsistência.

O fato é que não há volta neste caminho que já é real e o mercado de trabalho está sendo impactado pela automação, considerada a nova revolução industrial. Segundo a consultoria McKinsey, até 2030 mais de 15 milhões de brasileiros serão afetados por essa tecnologia. Substituídos por máquinas, como robôs e sistemas de gestão cada vez mais eficientes.

Neste contexto, não dá mais para atuar da mesma forma. É preciso se reinventar e ter em mente que o capital humano será redirecionado para áreas estratégicas. Em poucos anos, não veremos mais profissionais em linhas de produção, executando tarefas repetitivas ou em funções administrativas, dando sequência a métodos pré-definidos. Você não perderá mais horas realizando tarefas que não estejam ligadas diretamente à visão final do negócio. Empregos e funções com esse perfil deixarão de existir e a automação ditará as regras.

Além de mão de obra, negócios despreparados também serão impactados por esta nova revolução. Empresas que não se atualizarem perderão mercado frente a uma concorrência cada vez mais competitiva. Entre 2015 e 2020, o Fórum Econômico Mundial prevê a perda de 7,1 milhões de empregos em todo o mundo, principalmente aqueles relacionados a funções administrativas e industriais.

A Federação Internacional de Robótica estima que mais de 11 mil robôs industriais serão comercializados neste mesmo período. Automatizar processo não é mais uma visão de futuro, mas uma necessidade do presente. Ganha quem se capacitar para isso, sobrevive quem estiver preparado. A sua empresa – ou carreira – está?

 

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