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Caderno Mercado

Fachin homologa delação de fundador da Reag ligado ao caso Master

Fachin homologa delação de fundador da Reag ligado ao caso Master

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, homologou a proposta de delação premiada firmada por João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag, administradora de fundos de investimento que está sob investigação devido às fraudes associadas ao Banco Master.

Detalhes do acordo e cooperação com a PGR O pacto de colaboração foi formalizado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e encaminhado à Suprema Corte em setembro. Com a validação judicial, Mansur assumiu o compromisso de apontar o caminho para os investigadores localizarem cerca de R$ 20 bilhões de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso desde março deste ano.

Esquema de lavagem de dinheiro e operações da PF Além de indicar a localização dos recursos financeiros, o empresário concordou em detalhar aos órgãos competentes o modo como os fundos de investimento gerenciados foram instrumentalizados para a prática de lavagem de dinheiro.

O histórico do investigado inclui um mandado de busca e apreensão cumprido pela Polícia Federal em janeiro, durante a segunda fase da Operação Compliance Zero, apuração que devassa as irregularidades do Banco Master.

Mudança de relatoria e tramitação no STF O processo investigativo relativo ao Banco Master estava inicialmente sob a relatoria do ministro André Mendonça. No entanto, em setembro, o caso passou a ser analisado por Fachin, presidente da Corte, em decorrência de divergências e suspeitas envolvendo integrantes do próprio tribunal.

A necessidade de celeridade apontada pela PGR A Procuradoria-Geral da República (PGR) havia solicitado urgência na análise da homologação em razão do risco iminente de perecimento de ativos, conceito que designa a eventual perda ou desvalorização de recursos financeiros. A recuperação desse montante é considerada fundamental para viabilizar a reparação dos danos decorrentes das práticas criminosas investigadas.

Fonte: G1 - Política