Fundador nega envolvimento do grupo Estado Masculino em ameaças na Europa
Aeroportos europeus têm enfrentado uma onda de falsas ameaças de bomba nos últimos dias, com mensagens direcionadas a locais como os terminais de Birmingham, Roma e Sófia, assinadas por supostos integrantes de um movimento extremista banido na Rússia.
Rejeição de autoria pelo fundador
Questionado pela imprensa, o fundador do Estado Masculino, Vladislav Pozdniakov, declarou através do aplicativo Telegram que o grupo “simplesmente não existe desde 2021”, período em que a organização foi proibida judicialmente pelas autoridades russas.
O criador da comunidade ainda pontuou que “Aqueles que hoje organizam provocações em território de países da União Europeia [em nome deste movimento] agem por interesse próprio e limitam-se a usar uma bandeira que não lhes pertence”.
Impacto no tráfego aéreo e contexto geopolítico
Os alertas falsos provocam transtornos constantes na aviação civil europeia, gerando atrasos expressivos e exigindo a intervenção de caças militares para a escolta de aeronaves em solo ou em voo.
Esse cenário de instabilidade ocorre em meio a um aumento de ataques híbridos no continente, cujas investigações frequentemente apontam conexões com governos como os da Rússia e do Irã.
Histórico da organização extremista
Criado em 2016 pelo blogueiro e treinador esportivo Vladislav Pozdniakov, o Estado Masculino surgiu inicialmente como um grupo na rede social russa VK, evoluindo posteriormente para uma vertente semipolítica baseada em nacionalismo e misoginia.
Embora nunca tenha alcançado grande porte, a organização ganhou notoriedade por suas práticas de assédio virtual, culminando em sua proibição oficial por extremismo em 2021 pelo governo russo.
Fonte: Mundo