Rogério marinho lança candidatura à presidência do senado para 2027
O senador Rogério Marinho (PL-RN), atual líder da Oposição no Senado, oficializou nesta quarta-feira (4) sua candidatura à presidência da Casa para o biênio 2027–2028. O lançamento ocorreu em Brasília, após uma reunião da bancada do Partido Liberal.
Disputa e adversários na corrida pelo senado Na disputa interna, o parlamentar potiguar deve ter como principal oponente o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que articula a sua reeleição. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também é cotada para concorrer ao pleito. Sobre a possível candidatura de sua colega e ex-ministra, Marinho minimizou o atrito e afirmou que os dois estão do mesmo lado.
“A senadora Tereza é nossa parceira, está do mesmo lado, comungamos das mesmas bandeiras, dos mesmos propósitos e juntos faremos o possível para derrotarmos o atual presidente [Alcolumbre]”, declarou.
Força do partido liberal e o perfil do candidato Para a eleição ao comando do Senado, Marinho contará com o peso do PL na próxima legislatura. A partir de fevereiro de 2027, a legenda passará a contar com 29 senadores, consolidando-se como a maior bancada da Casa. Aos 62 anos, Rogério Marinho é formado em Economia, está no primeiro mandato como senador — eleito em 2022 — e possui uma longa trajetória política. Ele foi deputado federal, secretário de Previdência e ministro do Desenvolvimento Regional na gestão Jair Bolsonaro, além de relator da reforma trabalhista na Câmara em 2017 e coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) em 2026.
Estratégia para alcançar a maioria absoluta A eleição para a presidência do Senado ocorre na primeira semana de fevereiro, por meio de votação secreta. Para vencer, o candidato precisa reunir a maioria absoluta dos 81 senadores, obtendo no mínimo 41 votos. Para isso, a campanha precisará dialogar com legendas como o PP e o Republicanos.
“A eleição não é uma ação de força, é uma ação de convencimento. Todos têm a legitimidade, a legitimidade e a condição de se colocar em comunidade, para conversar com seus pares e buscar os apoios necessários para ter a maioria, o que nós estamos fazendo aqui, dentro de um processo democrático”, disse Marinho. Do outro lado, Davi Alcolumbre conta com os apoios da federação União-PP, além de nomes do MDB e do PSD.
Pautas sensíveis e o futuro da casa O presidente do Senado chefia o Congresso Nacional e possui prerrogativas fundamentais, como escolher quais propostas de emenda à Constituição (PECs) e projetos vão ao plenário, além de decidir sobre pedidos de impeachment contra ministros do STF e o procurador-geral da República. A corrida sucessória deve intensificar as articulações em torno de cargos estratégicos, como a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).
Questionado sobre pautas caras ao bolsonarismo, como o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, o senador pontuou que o foco é o cumprimento da carta magna.
“Nós não seremos candidatos com o tema de impeachment de quem quer que seja, mas de respeito à Constituição. O desafio é que nós não seremos omissos, porque ninguém está acima da lei. É o que diz a nossa Constituição. Se algum ministro do STF cometer crime de responsabilidade, nós não seremos, ao contrário do que acontece hoje, omissos”, afirmou.
O postulante ao cargo também se mostrou favorável a um projeto de anistia para os condenados pelos atos de 8 de janeiro e pela trama golpista, ressaltando que a decisão final caberá ao conjunto dos parlamentares, e defendeu o voto aberto para a escolha do próximo presidente, embora o regimento atual determine que a votação seja secreta.
Fonte: G1 - Política