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Caderno Mercado

Operação Faroeste: Ministério Público Federal pede condenação de réus na Bahia

Operação Faroeste: Ministério Público Federal pede condenação de réus na Bahia

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou nesta quarta-feira (4) a condenação de quatro réus alvos da Operação Faroeste, apuração que desarticulou um esquema ilícito de comercialização de sentenças judiciais no estado da Bahia. Na mesma manifestação, o órgão requereu o perdão judicial para o delator Júlio César Cavalcanti Ferreira.

Corte Especial do Supremo Tribunal de Justiça As exigências foram apresentadas durante sessão na Corte Especial do Supremo Tribunal de Justiça (STJ). O processo apura a suposta criação de um mercado de decisões na Justiça baiana, motivado por disputas envolvendo propriedades rurais na região oeste do território estadual.

Pedidos detalhados do MPF Na manifestação enviada à Justiça, o órgão ministerial especificou as punições pretendidas para cada um dos envolvidos no caso:

Sandra Inês Moraes Rusciolelli Azevedo (desembargadora do TJ-BA): pedido de condenação por corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro, além da decretação da perda do cargo público. Vasco Rusciolelli Azevedo (advogado e filho da magistrada): exigência de condenação por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Vanderlei Chilante (advogado): solicitação de condenação por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Nelson José Vígolo (produtor rural vinculado à Bom Jesus Agropecuária): requerimento de condenação por corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Júlio César Cavalcanti Ferreira (delator apontado em outros episódios como intermediário): recomendação de perdão judicial.

Esquema bilionário de grilagem de terras Deflagrada inicialmente no final de 2019, a Operação Faroeste revelou a atuação de magistrados, advogados e servidores em um sistema voltado para a legalização de terras griladas, cuja área sob suspeita ultrapassa a marca de 360 mil hectares. As investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam que o grupo criminoso movimentou somas bilionárias por meio de corrupção, lavagem de ativos e tráfico de influência, contando com o apoio de empresas e laranjas para ocultar os valores ilícitos.

Fonte: G1 - Política