Lula bate recorde de votos mas tem 4ª menor margem desde 1989
O presidente Lula (PT) garantiu sua reeleição na disputa presidencial de 2026 alcançando a maior marca de votos já registrada por um candidato ao cargo máximo do executivo nacional na história do país.
Recorde histórico de votos na eleição presidencial
Durante o segundo turno deste ano, o petista contabilizou 64.256.232 sufrágios, enquanto seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), terminou o pleito com 59.826.041 apoios nas urnas.
A margem de vitória em perspectiva histórica
A vantagem final de 4.428.787 votos representou o dobro da distância registrada no pleito de 2022. Apesar do volume expressivo de eleitores, essa diferença figura como a quarta menor registrada em segundos turnos desde 1989, ano que marcou a primeira eleição presidencial após o processo de redemocratização do Brasil.
À frente dessa lista de disputas mais acirradas encontram-se apenas três pleitos específicos. A menor margem da história democrática recente ocorreu na própria vitória de Lula contra Jair Bolsonaro em 2022, com 2.139.645 votos de diferença (60.345.999 a 58.206.354).
Comparações com outros pleitos acirrados
O ranking das menores vantagens também inclui o confronto de 2014, quando Dilma Rousseff superou Aécio Neves por 3.459.963 votos (54.501.118 a 51.041.155), e a disputa histórica de 1989, na qual Fernando Collor venceu o próprio Lula com uma distância de 4.014.403 votos (35.090.206 a 31.075.803).
Com o resultado de 2026, Lula superou a marca que ele mesmo havia estabelecido quatro anos antes. Naquela ocasião, o atual presidente derrotou Jair Bolsonaro — pai de seu principal oponente neste ano — com 2.139.645 votos de vantagem, o que representava 1,8 ponto percentual, índice que subiu para 3,5 pontos percentuais no pleito mais recente.
Fonte: G1 - Política