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Caderno Mercado

Pl aceita resultado eleitoral mas exige investigações do tse

Pl aceita resultado eleitoral mas exige investigações do tse

O PL, partido do candidato derrotado Flávio Bolsonaro, reconheceu nesta segunda-feira (26) o resultado da eleição presidencial.

Posicionamento oficial da legenda Em nota assinada pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto, o PL afirma que reconhece o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas “questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos”.

“Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático. Seguiremos acompanhando os fatos e buscando respostas com responsabilidade, transparência e respeito às instituições”.

A nota acrescenta ainda: “O PL continuará firme, atuando com independência e responsabilidade na defesa da democracia, da liberdade e dos valores que representamos. Nosso compromisso é com o Brasil e com os milhões de brasileiros que confiam em nosso trabalho”.

Reações e contestação do candidato Com 51,79% dos votos, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito para um quarto mandato como presidente da República, acumulando 64,2 milhões de votos contra 59,8 milhões de Flávio Bolsonaro. Logo após a confirmação do resultado na noite deste domingo (25), Flávio não reconheceu a vitória e disse que vai pedir a anulação das eleições.

Em um vídeo divulgado nesta segunda-feira (26), Flávio afirmou que vai pedir a cassação da chapa do presidente Lula.

“O que ele fez foi um abuso do poder político e econômico sem precedente, um total desequilíbrio na disputa eleitoral. Isso tudo sem falar no complexo industrial de fake news que eles criaram com a difusão ilegal e em massa de mentiras para aterrorizar a população brasileira. Então eu vou pedir sim a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo”.

Flávio, ainda assim, insistiu que “é impossível reconhecer esse resultado”.

“É inexplicável ter acontecido o que aconteceu. Inclusive, nas palavras de algum ministro aí que a própria imprensa publicou, as eleições deveriam ter sido anuladas nas condições que as coisas aconteceram nesse momento. E o que eu tenho que falar aqui agora é que é impossível, é impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram. Nós vamos usar o nosso jurídico, vamos pedir a anulação dessas eleições”, disse o candidato derrotado.

Críticas à prorrogação da votação Durante o pronunciamento, Flávio também criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) de prorrogar por duas horas o horário de encerramento das votações neste domingo (25).

“O que aconteceu hoje não foi algo normal, foi inclusive inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, pela primeira vez na história, e ex-advogado do Lula dá uma canetada a pedido de um ex-sócio dele e muda a regra do jogo no meio do jogo. Às 17:01, o ministro Zanin, que não faz parte do Tribunal Superior Eleitoral, atropelando a Justiça especializada, toma uma decisão prorrogando por duas horas as eleições. Isso nunca tinha acontecido na história do Brasil”, disse.

Ele também alegou que teria havido uma “quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversas cidades, de diferentes estados”.

“Eu nunca vou saber se, no estado onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter”, afirmou Flávio.

Contradições e dados oficiais A declaração contradiz o pedido da própria campanha de Flávio Bolsonaro ao TSE. Na tarde deste domingo, a equipe do senador pediu a extensão do horário de votação em municípios de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina.

Levantamento aponta que 35.521 votos foram registrados após as 17 horas de domingo (25), no horário de Brasília, sendo que a vantagem de Lula foi de 4,4 milhões de votos.

Além disso, o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicado ao cargo pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), confirmou o resultado logo após o pleito e afirmou que tem “absoluta segurança de todo o processo eleitoral”.

Polêmica sobre a sala-cofre Além de questionar a mudança de horário, Flávio Bolsonaro também afirmou que fiscais do PL teriam sido retirados da sala-cofre da Corte durante a apuração das Eleições 2026. A acusação foi prontamente desmentida pelo TSE.

O tribunal afirmou que é falsa a declaração de que fiscais do PL foram retirados da sala-cofre da Corte durante a apuração, que o local não é aberto à visitação e que os fiscais do PL acompanharam a totalização e a divulgação dos resultados em área destinada à fiscalização.

Fonte: G1 - Política