Eleições 2026: Acre, Amapá e Roraima lideram abstenção
O segundo turno das eleições de 2026, realizado neste domingo (25), apontou que os estados do Acre, Amapá e Roraima registraram as maiores taxas de ausência de eleitores em todo o país, de acordo com as informações parciais divulgadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Os maiores percentuais de ausência
Encabeçando a lista nacional, o Acre atingiu uma taxa de 26,08% de abstenção, o que representa 160.061 eleitores que deixaram de comparecer às urnas. Logo em seguida aparece o Amapá, com 25,47% de ausentes, somando 146.935 pessoas. Fechando o grupo dos três maiores índices, Roraima contabilizou 23,15% de abstenção, totalizando 92.943 eleitores faltosos.
Variação em relação ao primeiro turno
Ao analisar o comportamento do eleitorado frente ao primeiro turno deste ano, percebe-se que seis dos dez estados com maior abstenção tiveram alta na proporção de faltosos, enquanto quatro apresentaram recuo. O salto mais expressivo aconteceu no Amapá, onde o índice disparou de 17,41% para 25,47%, marcando uma alta de 8,06 pontos percentuais. Roraima e Acre seguiram a mesma tendência de crescimento, passando de 17,12% para 23,15% e de 20,43% para 26,08%, respectivamente.
Quedas pontuais e cenário comparativo
Por outro lado, o Mato Grosso do Sul liderou as reduções entre os dez estados analisados na comparação com o primeiro turno, caindo de 23,87% para 21,24%. O Rio de Janeiro também registrou queda, indo de 23,32% para 21,62%, embora tenha acumulado mais de 2,7 milhões de eleitores ausentes, o maior volume absoluto do grupo. Em contraste com o segundo turno de 2022, nove desses dez estados apresentaram recuo na abstenção, com Roraima sendo a única exceção ao subir de 21,93% para 23,15%.
Vale destacar que os números ainda são preliminares e podem sofrer alterações com o encerramento total da apuração. Enquanto estados como Acre, Amapá, Roraima e Rondônia já concluíram 100% da totalização das seções, outras regiões ainda aguardavam a finalização dos dados na última atualização oficial.
Fonte: G1 - Política