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Caderno Mercado

Sociedade civil entrega propostas de desenvolvimento para presidenciáveis

Sociedade civil entrega propostas de desenvolvimento para presidenciáveis

Com o objetivo de transformar diretrizes estratégicas em metas práticas para o próximo mandato presidencial, a coalizão Vida em Conta protocolou um conjunto de medidas voltado ao avanço socioeconômico do país. O grupo, formado por dezenas de entidades sociais e centenas de especialistas em economia, destaca a urgência de priorizar a melhoria na qualidade de vida da população e a mitigação de disparidades regionais e de renda.

Plano econômico e social Apesar de reconhecer progressos recentes em áreas como controle inflacionário, geração de vagas de emprego, avanço ambiental e combate à pobreza, a iniciativa alerta que o Brasil ainda enfrenta barreiras estruturais significativas, a exemplo de vulnerabilidades climáticas e dependência tecnológica.

“Reduzir desigualdades requer investimento público e capacidade de implementar políticas de longo prazo. Em vez de retornar a uma agenda de encolhimento do papel estatal, o Brasil precisa usar seus instrumentos de planejamento, financiamento e investimento para ampliar serviços essenciais, reduzir o custo de vida, gerar empregos de qualidade e fortalecer suas capacidades produtivas e tecnológicas”, afirma Maiara Folly, diretora executiva da Plataforma CIPÓ, uma das organizações que integram a coalizão Vida em Conta.

Reformas tributárias e mobilidade urbana Entre as principais medidas sugeridas estão o reajuste na taxação dos super-ricos, o combate a privilégios fiscais e a reformulação de subsídios direcionados a setores poluentes. O plano também contempla a instituição de um Fundo Nacional de Mobilidade Urbana para viabilizar a implementação gradual da Tarifa Zero nos sistemas de transporte coletivo das cidades.

Trabalho, previdência e política territorial O texto aborda ainda a regulamentação do fim da escala de trabalho 6×1 sem prejuízo salarial, a criação de uma política nacional de cuidados e a preservação do poder de compra do salário mínimo. No campo agrário, a recomendação é articular a reforma agrária com o fomento à agricultura familiar e o combate à grilagem de terras.

“Não existe contradição entre responsabilidade fiscal e bem-estar. A questão é quem paga e para onde vai o dinheiro. Hoje, quem ganha menos compromete mais da renda com impostos, transporte e juros. Corrigir isso, cobrando mais de quem está no topo e revendo subsídios ineficientes, é o que abre espaço para crescer com mais justiça”, afirma o economista Marco Antonio Rocha, professor da Unicamp e diretor do Transforma, outra organização responsável pela coalizão.

Fonte: Agencia Brasil