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Caderno Mercado

Volkswagen quer congelar salários até 2030, aponta conselho

Volkswagen quer congelar salários até 2030, aponta conselho

A Volkswagen tem planos de congelar os salários de seus 660 mil trabalhadores em todo o planeta até o ano de 2030, de acordo com o Conselho Global de Trabalhadores da fabricante automotiva alemã.

Repercussão e resposta oficial A revelação veio à tona nesta segunda-feira (19), ratificando uma matéria veiculada previamente pelo periódico alemão Süddeutsche Zeitung.

O colegiado de empregados declarou ter obtido dados internos a respeito das intenções da alta cúpula. Solicitada a se manifestar, a administração da Volkswagen declinou de debater o que tratou como “especulações”.

Um representante da companhia declarou que um novo ciclo de conversas, agendado para os próximos dias, servirá de espaço para debater eventuais pautas ligadas aos gastos com folha de pagamento.

Reação sindical e projeções Do outro lado, o Conselho Global de Trabalhadores taxou a medida como “absurda” e previu forte oposição à estratégia, avaliada como “bastante irrealista”.

“Na Volkswagen, a evolução salarial é decidida na mesa de negociações, não por decreto da diretoria executiva”, afirmou um porta-voz do sindicato alemão IG Metall.

Conforme o Süddeutsche Zeitung, a ausência de aumentos nos vencimentos pode resultar em uma queda aproximada de 10% no poder aquisitivo dos colaboradores atingidos até o final da década, impulsionada pela inflação.

Contexto da crise na montadora O pacote de diretrizes administrativas globais, com implementação programada para o quarto trimestre, abrange ainda reduções na remuneração variável, em gratificações, em vantagens trabalhistas e no total de vagas de emprego.

O clima entre a montadora e os líderes sindicais sofreu desgaste expressivo nos últimos tempos, ao passo que o CEO Oliver Blume impulsiona um programa de reorganização financeira visto como o mais drástico na trajetória da corporação.

Fonte: G1 Economia