Ministério público pede prisão de dirigente do corinthians
A prisão preventiva de Armando Mendonça, vice-presidente do Corinthians, foi solicitada à Justiça pelo Ministério Público de São Paulo. O dirigente é réu em um processo que investiga a suposta apropriação indébita de materiais esportivos fornecidos pela Nike ao clube paulista.
Impacto na instrução criminal
O pedido de detenção foi formalizado logo após a demissão de Marcelo Munhoes, que exercia a função de diretor de tecnologia da informação na instituição e era considerado testemunha central da acusação. O desligamento ocorreu nas vésperas de uma audiência marcada para novembro, gerando alertas sobre possível interferência no andamento da ação judicial.
Avaliação da promotoria e coação de testemunhas
Para o promotor Cássio Roberto Conserino, a demissão do profissional pode representar uma manobra para intimidar depoentes e atrapalhar a apuração de provas. Os registros indicam que o ex-diretor teve o e-mail e as ferramentas de trabalho bloqueados, ouvindo do presidente Osmar Stábile que a saída decorreu de “questões políticas” e “pressões que recebia”.
Reação jurídica e cautelares
Diante do cenário, a promotoria requereu medidas cautelares alternativas caso a detenção não seja aceita, além de abrir nova apuração sobre o caso.
Em nota, a defesa de Mendonça disse que recebeu a notícia com “espanto” e “surpresa”. E disse que o teor do pedido “trata-se de manifestação notoriamente abusiva, por desconsiderar que a dispensa representa evento próprio ao ambiente político do Sport Club Corinthians Paulista”.
O caso segue sob análise do poder judiciário, que deve avaliar tanto o pedido de prisão preventiva quanto as demais medidas cautelares sugeridas pelo órgão ministerial.
Fonte: Folha Esportes