Mexicano é preso em aeroporto alemão com dezenas de répteis na mala
Alfandegários do aeroporto de Colônia/Bonn, na Alemanha, interceptaram um passageiro que transportava mais de 90 répteis, incluindo cobras venenosas, ocultos em sua bagagem pessoal.
Comportamento suspeito e busca por drogas
O suspeito, um cidadão mexicano de 45 anos, chamou a atenção dos fiscais devido ao seu comportamento “nervoso” durante os procedimentos de desembarque, o que motivou a realização de um exame toxicológico. Os testes confirmaram que o homem – que atua como bombeiro em seu país de origem – havia consumido cocaína antes do voo.
Embora o objetivo inicial da revista fosse encontrar entorpecentes, a inspeção detalhada das malas revelou dezenas de animais vivos escondidos no interior de recipientes plásticos, embalagens de xampu, cremes e meias. O indivíduo havia decolado da Cidade do México, feito uma conexão em Istambul e desembarcado em solo alemão três semanas antes.
Espécies ameaçadas e animais mortos
Entre a carga ilegal estavam cascavéis, víboras, iguanas-de-espinhos, salamandras e lagartos-sem-pata, muitos deles sob rigorosas leis internacionais de proteção à fauna.
Equipes veterinárias de Colônia foram acionadas para prestar socorro imediato aos espécimes, mas as condições precárias da viagem resultaram na morte de aproximadamente 30 animais. Os sobreviventes foram transferidos para um serpentário especializado próximo à cidade de Braunschweig.
Investigação sobre contrabando internacional
Durante os depoimentos, o estrangeiro alegou que sua intenção era passar férias na região e que transportava os bichos a pedido de um conhecido brasileiro. Como a entrada no país foi negada pelas autoridades federais, ele acabou deportado para Istambul logo no dia seguinte.
As autoridades alfandegárias apontam indícios claros de comércio ilegal, estimando que o valor de mercado de alguns exemplares poderia atingir centenas de euros. Dados oficiais mostram que o país registrou quase 57 mil apreensões de espécimes protegidos e derivados no ano anterior, evidenciando um mercado clandestino robusto que geralmente utiliza rotas aéreas e postais.
Fonte: Mundo