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Caderno Mercado

Tse ordena exclusão de fake news que liga Lula a ritual satânico

Tse ordena exclusão de fake news que liga Lula a ritual satânico

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou nesta quarta-feira (14) a exclusão de postagens com notícias falsas que ligavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um suposto ritual satânico na Avenida Paulista, em São Paulo. A ordem liminar foi emitida pela ministra Estela Aranha, que fixou um prazo de três horas para que os autores e a Meta — dona do Instagram, Facebook e Threads — retirem o material do ar.

Origem da desinformação nas redes

A determinação da Justiça Eleitoral responde a uma solicitação apresentada pela coligação Brasil Pronto Pra Mais. Entre os alvos da ação estão figuras públicas como Paulo Bilynskyj, Marcos Antonio Pereira Gomes (conhecido como Zé Trovão), Fernando Emílio dos Santos Machado e Dárcio Bracarense Filgueiras, além de administradores de outras contas na internet.

As gravações utilizadas na desinformação foram captadas originalmente em 16 de agosto de 2026, durante a realização da 4ª Marcha para Exu, também na Avenida Paulista. Checagens apontaram que o evento religioso não guarda qualquer vínculo com a campanha política de Lula.

Fundamentação da decisão judicial

A magistrada destacou que a publicação tinha o claro intuito de enganar o eleitorado. “A montagem, assim, não se limita à expressão de opinião crítica ou à interpretação de manifestação pública. Ela atribui ao candidato a participação em evento ao qual não compareceu, mediante associação indevida entre uma celebração de religião de matriz africana e suposto ritual satânico”, escreveu Estela Aranha.

O tribunal avaliou que o conteúdo era “manifestamente inverídico e descontextualizado”, criando riscos reais de desequilíbrio na disputa eleitoral. A urgência da medida foi justificada pela proximidade do segundo turno e pela possibilidade de rápida proliferação do material falso por meio de novos compartilhamentos.

Obrigações impostas à Meta

No total, sete postagens foram alvos diretos da ordem de remoção, sendo cinco no Instagram, uma no Facebook e uma no Threads. Os responsáveis também foram proibidos de voltar a publicar ou disseminar o mesmo vídeo ou conteúdos equivalentes.

A Meta recebeu ordens para barrar reproduções idênticas da mídia, reportar ao TSE as ações tomadas e guardar os registros de acesso, dados e métricas de engajamento dos perfis envolvidos desde o dia 12 de outubro para eventuais análises futuras.

Fonte: G1 - Política