Julgamento do Manchester City sobre irregularidades financeiras deve ocorrer até janeiro
O processo de apelação do Manchester City contra as acusações de mais de 100 infrações às normas financeiras do Campeonato Inglês tem previsão de desfecho para o início do próximo ano. A expectativa foi divulgada pelo comando do regulador independente da modalidade no país.
Expectativa de prazo e independência do processo
Em entrevista concedida à Times Radio, David Kogan, presidente do IFR (Órgão Regulador Independente do Futebol), detalhou o cronograma estimado para a análise do caso que envolve a equipe celeste.
“A Premier League disse que quer resolver isso ainda nesta temporada. Na verdade, é claro, não é a Premier League, mas uma comissão independente que analisará o caso, formada por três juízes ou advogados aposentados”, declarou Kogan.
O dirigente também pontuou as expectativas em relação aos prazos previstos pelo comitê encarregado de avaliar a situação.
“Meu entendimento é que existe um processo estabelecido, com prazo de 12 semanas; portanto, presume-se que a análise ocorrerá em meados ou no fim de janeiro. Mas, como eu disse, não é um processo nosso, e sim da comissão independente da Premier League. O que acredito que não podemos fazer é emitir qualquer juízo antes de termos total clareza.”
Polêmicas políticas e repercussão no governo
O caso gerou debates nos bastidores políticos britânicos envolvendo o primeiro-ministro Andy Burnham. O político enfrentou críticas após declarações sobre os proprietários da instituição e precisou prestar esclarecimentos na Câmara dos Comuns.
Questionado pelo deputado conservador Jerome Mayhew se alguém ligado à administração do Manchester City havia abordado a questão das acusações com ele ou com sua equipe, Burnham foi direto:
“Eles não trataram dessas questões comigo”.
Diante dos questionamentos sobre autonomia, David Kogan garantiu a imparcialidade do órgão regulador e reforçou a postura de independência institucional.
“Não sofremos absolutamente nenhuma interferência de ninguém desde que criamos o órgão regulador, há um ano.”
“Ao regular o futebol, não podemos estar sujeitos a interferências políticas nas decisões que tomamos sobre proprietários, dirigentes ou qualquer outro assunto.”
“E eu não estaria disposto a comandar uma organização sujeita a esse grau de interferência”, concluiu.
Cenário esportivo e confiança interna
Enquanto aguarda a decisão definitiva da justiça esportiva, o time comandado por Enzo Maresca segue focado nas competições de campo e busca manter o desempenho na ponta da tabela da Premier League, com o aval e a confiança manifestada publicamente pela comissão técnica.
Fonte: Folha Esportes