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Caderno Mercado

Lula escreve carta para evangélicos na tentativa de reduzir desvantagem

Lula escreve carta para evangélicos na tentativa de reduzir desvantagem

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, enviou uma carta direcionada às famílias evangélicas em mais uma estratégia para estreitar os laços com esse importante grupo do eleitorado brasileiro. Datado de quarta-feira (14), o documento foi compartilhado nas redes sociais pela Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, em um momento de desafios para o petista junto a esse segmento religioso.

Desafios nas urnas e cenário político A ofensiva ocorre enquanto o governo tenta superar a resistência de eleitores cristãos. Dados divulgados recentemente pela pesquisa Quaest apontaram que o presidente registrava 27% das intenções de voto entre os evangélicos no primeiro turno, ao passo que Flávio Bolsonaro alcançava 46%. Simultaneamente, o vice-presidente Geraldo Alckmin e o advogado-geral da União, Jorge Messias, lançaram o canal “Cristãos com Lula 13” para intensificar a mobilização digital.

Propostas e temas abordados na mensagem Na carta, o mandatário declara ter “total respeito” pelos cristãos e destaca ações do governo voltadas para o bem-estar social e a proteção dos lares. Entre os pontos centrais, o texto menciona o combate aos jogos de azar virtuais e a defesa de jornadas de trabalho mais equilibradas.

“Lembro a vocês, por exemplo, o combate às apostas online, as bets, que estão destruindo tantos lares, e meu empenho para que todos tenham dois dias de descanso semanal, pois a vida não se resume ao trabalho”, diz a carta.

O documento aponta que o tempo livre adicional favorece a convivência familiar e permite que os fiéis frequentem mais os templos. Além disso, a mensagem aborda o combate à violência, a proteção à infância e a segurança pública.

Apelo final aos eleitores Encerrando o documento, o candidato faz um pedido direto relacionado ao pleito que se aproxima, associando a decisão nas urnas à prática religiosa.

“Sei que, nas famílias evangélicas, tudo se decide em oração. Por isso, conclamo vocês a pedirem discernimento a Deus para fazer a escolha nesta eleição. Vá às urnas com a consciência livre e com a aliança renovada com o nosso amado Brasil”, afirma.

A tentativa de aproximação com os evangélicos não é inédita e repete estratégias adotadas em pleitos anteriores, refletindo a disputa acirrada pelo apoio das igrejas na corrida presidencial.

Fonte: G1 - Política