Papa Leão XIV retira parte do pulmão após diagnóstico de câncer
O papa Leão XIV foi diagnosticado nesta terça-feira (13) com adenocarcinoma pulmonar, um tipo de câncer no pulmão, segundo informou o Vaticano. O pontífice de 71 anos passou por uma cirurgia e precisou retirar a parte inferior do pulmão direito, região onde o tumor estava localizado.
Detalhes da cirurgia no Vaticano
A intervenção cirúrgica durou aproximadamente 90 minutos, foi finalizada com êxito e transcorreu sem complicações. O boletim médico, assinado pelo médico Luigi Carbone e pelo professor Stefano Margaritora, destacou a remoção “radical” do lobo, sinalizando que todo o tecido suspeito foi extraído para eliminar vestígios do câncer. Após o procedimento, Leão acordou normalmente e retornou ao quarto do hospital para iniciar sua recuperação.
Histórico de saúde e superação
Conhecido por manter uma rotina de boa forma física com práticas semanais de natação e partidas de tênis, esta é considerada a segunda internação de sua vida. Quando atuava como um jovem padre missionário, ele contraiu febre tifoide em 1985, logo após sua chegada a Chulucanas, no Peru.
A doença bacteriana aguda, fortemente ligada a cenários de pobreza e precariedade no saneamento básico, marcou profundamente sua trajetória. Numa entrevista concedida a Elise Ann Allen em 2025 para a biografia oficial, o pontífice relembrou os momentos de sofrimento extremo. “Eu estava no soro e disse: ‘Se esse é o seu senso de humor, Senhor, acho que poderia fazer um pouco melhor.’”
O líder católico acrescentou sobre a superação da enfermidade no passado: “Obviamente, sobrevivi; me recuperei, mas acabou sendo um momento muito significativo para mim, porque foi como: ‘Bem, você já enfrentou a doença; já vê quais são as necessidades aqui. A ordem, os agostinianos, a Igreja estão dizendo: ‘Precisamos de você aqui; vá em frente.’ Nunca olhes para trás.” Essa vivência foi determinante para que ele optasse por permanecer no país sul-americano, abrindo caminho para o seu atual pontificado.
Próximos passos e exames
Os linfonodos do papa também foram extraídos para análise a fim de verificar um possível espalhamento da doença, embora os resultados ainda não tenham sido divulgados. A equipe médica responsável realizou uma biópsia na lesão sob anestesia geral. Por enquanto, a Sala de Imprensa do Vaticano informou que novos tratamentos, como quimioterapia, não foram definidos enquanto a junta médica aguarda os laudos complementares.
Fonte: Mundo