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Caderno Mercado

Moraes nega pedido de Mauro Cid para palestrar em congresso sobre medicina militar em Abu Dhabi

Moraes nega pedido de Mauro Cid para palestrar em congresso sobre medicina militar em Abu Dhabi

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou um pedido da defesa de Mauro Cid para que ele pudesse viajar a Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.
O advogado do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro havia solicitado autorização para que ele participasse como palestrante em um congresso sobre medicina militar, evento previsto para ocorrer entre os dias 8 e 14 de novembro deste ano.
Na decisão, Moraes destacou que a autorização para a realização de viagem internacional é incompatível com as condições fixadas para o cumprimento da pena de Cid.
No processo da trama golpista, Mauro Cid foi condenado a 2 anos de reclusão em regime inicial aberto. Ele recebeu a pena mais branda porque foi o delator do plano de tentativa de golpe.
Agora no g1
Entre as medidas cautelares e obrigações impostas a ele, estão:
a vedação de saída do território nacional; e
o cancelamento dos passaportes emitidos em nome de Mauro Cid.
O magistrado ressaltou que tais restrições funcionam como mecanismos de controle e fiscalização da execução penal.
Segundo o ministro, o fato de a viagem envolver uma atividade acadêmica ou profissional no exterior não afasta as punições nem justifica a flexibilização de regras, cabendo ao condenado adequar seu cotidiano às medidas estabelecidas pela Justiça.
Quem é Mauro Cid?
Mauro Cid depõe ao STF sobre a trama golpista
Gustavo Moreno/STF
Mauro César Barbosa Cid é tenente-coronel do Exército e ganhou notoriedade nacional ao atuar como ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro durante o governo.
Ele se tornou uma das figuras centrais nas investigações conduzidas pelo STF sobre a articulação e os atos voltados a uma tentativa de golpe de Estado no Brasil.
Após ser alvo de investigações e prisões preventivas, Cid firmou um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal, cujos depoimentos foram utilizados pela Procuradoria-Geral da República para formular denúncias contra Jair Bolsonaro e aliados.

Fonte: G1 - Política