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Caderno Mercado

Governo dos EUA faz operação na casa da deputada Ilhan Omar por fraude

Governo dos EUA faz operação na casa da deputada Ilhan Omar por fraude

Autoridades federais dos Estados Unidos realizaram uma operação de busca na residência da deputada federal democrata Ilhan Omar, localizada na região de Washington, em Minnesota. A parlamentar, que cumpre mandatos na Câmara dos Deputados e busca a reeleição, é uma das principais vozes progressistas do país e opositora declarada da gestão republicana.

Investigação sobre imigração De acordo com informações obtidas por uma fonte próxima à investigação, a ação policial está ligada a uma suposta fraude imigratória envolvendo documentos preenchidos pelo falecido pai da congressista quando ela ainda era criança e a família chegou da Somália.

A reação da parlamentar Através de suas redes sociais, a deputada criticou severamente a ação e acusou o Executivo federal de utilizar a máquina pública para neutralizar opositores.

“Há dez anos, Trump me persegue com mentiras infundadas e campanhas de difamação”, afirmou Omar. “Esta é apenas a mais recente escalada em sua campanha de intimidação política. Não serei silenciada.”

Posicionamento do governo norte-americano Representantes do alto escalão do governo comentaram o andamento das apurações. Tom Homan, encarregado da política de fronteiras, confirmou que o Departamento de Justiça e o Departamento de Segurança Interna trabalham juntos no caso, sem abrir maiores detalhes.

No mês anterior, o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, já havia sinalizado que medidas seriam tomadas em relação à chegada da família da deputada ao território americano.

“Se conseguirmos provar que você não deveria estar aqui desde o início, vamos deportá-la”, disse Mullin na ocasião ao podcaster conservador Benny Johnson.

Repercussão e protestos partidários A operação ocorreu a poucas semanas das eleições de meio de mandato, gerando forte reação da cúpula democrata. O líder da legenda na Câmara, Hakeem Jeffries, juntamente com outros parlamentares, classificou o episódio como um uso indevido das instituições federais contra adversários políticos.

“A máquina de deportações em massa de Trump chegou à residência de uma integrante do Congresso devidamente eleita e de sua família”, declararam os deputados em nota oficial.

O governador de Minnesota, Tim Walz, também manifestou indignação com o episódio, ressaltando o momento político em que a ação foi deflagrada. As normas do Departamento de Justiça americano tradicionalmente evitam investigações de cunho político nos sessenta dias anteriores a pleitos eleitorais para não influenciar resultados.

Histórico de atritos e investigações O episódio ocorre em um cenário de crescentes tensões entre a Casa Branca e figuras progressistas. Durante a atual gestão, diversos opositores do presidente enfrentaram investigações judiciais e processos federais, levantando debates sobre a independência das apurações.

A parlamentar também relatou ser alvo frequente de ataques verbais e de uma forte retórica anti-imigração direcionada à comunidade somali-americana em Minnesota, descrevendo a perseguição como uma obsessão pessoal do presidente republicano.

Fonte: Mundo