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Caderno Mercado

Reino Unido busca acordo com a união europeia e reacende debate

Reino Unido busca acordo com a união europeia e reacende debate

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, declarou ao Parlamento nesta segunda-feira (12) que buscará estreitar os laços com a União Europeia durante a cúpula agendada para 20 de novembro. O líder do governo pediu apoio parlamentar para uma aproximação a longo prazo, uma década após o referendo do brexit, com o objetivo de estimular o crescimento econômico do país.

Propostas para o novo relacionamento com o bloco

O plano apresentado pelo premiê prevê o alinhamento de padrões alimentares, a interligação dos sistemas de comércio de emissões de carbono e a facilitação para que mais jovens possam viver, trabalhar e estudar no exterior. Burnham argumenta que a manutenção do modelo atual é insuficiente para a economia britânica.

“É do interesse da Grã-Bretanha garantir um acordo nesses moldes. Acredito que nossas chances de sucesso aumentarão se estivermos abertos a uma discussão sobre nosso relacionamento com a UE a longo prazo”, afirmou o primeiro-ministro.

Ele também destacou que a população apoia uma postura pragmática para superar anos de divisão política.

“Se levamos a sério a promoção do crescimento, o controle da imigração, a defesa dos nossos valores e a nossa segurança, essa é uma conversa que precisamos ter. Manter o status quo não é suficiente para a Grã-Bretanha.”

“Tenho certeza de que a opinião pública atualmente apoia uma abordagem pragmática como a que estou sugerindo. Essa é a liderança que precisamos para pôr fim a uma década de deriva e divisão e levar o país adiante.”

Acusações de interferência externa no brexit

Em entrevista recente ao podcast “The Rest Is Politics”, divulgada no domingo (11), o premiê afirmou que a Rússia interferiu na votação de 2016. Segundo ele, a confirmação veio após questionamentos feitos em Downing Street após assumir o cargo em julho.

“E a resposta que recebi foi clara: sim, houve”, disse.

Apesar da declaração, nenhum detalhe ou evidência sobre a atuação de Moscou foi apresentado. A embaixada russa em Londres não se manifestou, enquanto o governo russo nega historicamente as acusações, classificando-as como campanha de “histeria antirrussa”. Relatórios anteriores do Parlamento britânico já haviam apontado falhas na investigação de influências externas na consulta popular.

Para o chefe de governo, tornar públicas essas ações é fundamental para alertar eleitores de outras nações europeias contra tentativas de desestabilização democrática.

“Quero dizer, é importante deixar essas coisas bem claras agora, e acredito que isso ajudará os eleitores na Alemanha e na França a entenderem que parte dessa política é instigada por nossos inimigos, ou seja, a Rússia”, declarou.

Fonte: Folha - Mercado