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Arábia Saudita responde a ataques com drones após atentado em aeroporto

Arábia Saudita responde a ataques com drones após atentado em aeroporto

As forças armadas da Arábia Saudita informaram nesta segunda-feira (12) que realizaram operações de retaliação contra investidas de drones e mísseis de cruzeiro. A ação ocorre em meio a uma forte escalada bélica com os rebeldes houthis, sediados no Iêmen, logo após o governo saudita prometer uma “resposta firme” a um ataque anterior contra o aeroporto internacional de Riad, que resultou em ao menos 14 mortos e 320 feridos recentemente.

Bombardeios na capital iemenita

Conforme dados divulgados pela imprensa oficial saudita, houve uma reação militar, embora nenhuma informação detalhada sobre os alvos atingidos tenha sido tornada pública até o momento.

Paralelamente, ataques aéreos na capital iemenita, Sanaa, provocaram a morte de uma pessoa e feriram outras 12 na mesma segunda-feira, segundo balanço do Ministério da Saúde vinculado aos houthis. O grupo rebelde, que conta com o apoio do Irã, responsabilizou a Arábia Saudita pelos bombardeios. O governo saudita preferiu não emitir comentários sobre tal acusação.

De acordo com Anees al-Asbahi, porta-voz do ministério, um dos bombardeios atingiu uma fábrica de sal no distrito de Hamadan, matando um homem e ferindo outras oito pessoas. Outro ataque atingiu uma residência e deixou uma mulher e três crianças feridas.

A ofensiva rebelde intensificou-se após uma sequência de investidas contra terminais aeroportuários sauditas, incluindo o Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riade. No sábado (10), um ataque ao aeroporto deixou ao menos 12 mortos e dezenas de feridos. O grupo rebelde assumiu a autoria da ofensiva e afirmou que ela foi uma retaliação aos bombardeios sauditas no Iêmen. Após o episódio, o governo da Arábia Saudita prometeu uma “resposta firme” e classificou o ataque como um crime de guerra.

Investigação sobre falhas de segurança

O Aeroporto Internacional Rei Khalid permaneceu fechado nesta segunda-feira, sem previsão de retomada das operações. Diante da gravidade da situação, autoridades do país iniciaram uma apuração interna para entender os motivos que impediram os sistemas de defesa antiaérea de neutralizar os projéteis na região, considerada uma das mais blindadas do território nacional.

Funcionários da região, que falaram sob condição de anonimato à agência Associated Press, relataram que a análise inicial aponta para o uso de drones enviados com o objetivo de saturar as defesas antes do lançamento simultâneo de mísseis de cruzeiro e balísticos. Conforme os relatos, alguns armamentos possuem capacidade de manobra para despistar interceptadores do sistema Patriot. A comissão investigativa também tenta descobrir a ausência de alertas precoces, visto que os artefatos voaram por mais de mil quilômetros antes de atingirem a capital.

Proposta de paz iraniana

Enquanto os confrontos ganham força, o governo do Irã manifestou disposição para atuar como mediador no conflito entre o reino saudita e o movimento iemenita.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, disse que Teerã está profundamente preocupado com a situação e já ofereceu ajuda diplomática em diferentes ocasiões. Baghaei afirmou ainda que a continuidade da guerra atende apenas aos interesses de Israel e que o Irã se opõe ao prolongamento do conflito entre dois países islâmicos. Segundo ele, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, conversou por telefone no domingo (11) com seu homólogo saudita sobre a escalada da violência.

Fonte: Mundo