Pular para o conteúdo principal

Caderno Mercado

Conflito no TSE opõe Nunes Marques e Villas Bôas Cuevas por canal

Conflito no TSE opõe Nunes Marques e Villas Bôas Cuevas por canal

Uma nova divergência interna sacudiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta reta final de campanha, colocando em lados opostos decisões da presidência e da corregedoria da Corte. O impasse gira em torno de um canal de mensagens no WhatsApp criado para apoiar o presidente, que já reúne mais de 3,7 milhões de seguidores sob a articulação do deputado André Janones (Rede-MG).

Disputa jurídica entre gabinetes

A controvérsia ganhou força quando o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a retirada do ar da ferramenta digital após ser acionado pela equipe jurídica do candidato Flávio Bolsonaro (PL) por meio de um processo administrativo. A legenda alegava que o espaço era utilizado para a propagação de desinformação contra o político.

No entanto, a medida gerou forte insatisfação nos bastidores do tribunal. Magistrados apontaram que o tema possuía natureza judicial e deveria tramitar com o corregedor-eleitoral, ministro Villas Bôas Cuevas, impedindo uma decisão monocrática de caráter administrativo pela presidência.

Intervenção e plenário

Em um movimento incomum na Corte, o corregedor acabou revertendo a ordem emitida pelo chefe do tribunal. Inicialmente, Villas Bôas Cuevas havia estabelecido um prazo para que a defesa do presidente apresentasse esclarecimentos, além de ordenar uma perícia técnica nas postagens compartilhadas no grupo administrado pelo parlamentar mineiro.

Diante do impasse processual e das críticas recebidas por colegas, Nunes Marques convocou um encontro com representantes de ambas as chapas para esta terça-feira (13) com o objetivo de debater o combate à disseminação de boatos nesta fase decisiva da disputa.

A expectativa nos bastidores do tribunal é de que o caso seja levado ao plenário até a próxima quinta-feira (15), transferindo a palavra final sobre a legalidade da ferramenta de comunicação para o colegiado de ministros.

Fonte: G1 - Política