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Caderno Mercado

Tiro em ato político na porta da UFS em Sergipe gera pânico

Tiro em ato político na porta da UFS em Sergipe gera pânico

Um disparo de arma de fogo efetuado durante uma manifestação política em prol da candidatura do presidente Lula, realizada na noite desta quinta-feira (8) em frente ao campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão, gerou pânico e correria entre os presentes. Apesar do susto, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP) confirmou que ninguém ficou ferido na ocorrência.

Detalhes da manifestação e do incidente O ato estudantil e político que promoveu a mobilização foi convocado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE/UFS). O evento tinha como objetivo central debater o cenário político-eleitoral, a relevância do voto jovem, políticas públicas voltadas para os estudantes e o fortalecimento da participação democrática. Gravações compartilhadas nas redes sociais mostram o momento exato da confusão, com participantes assustados correndo pelo local, muitos vestindo vermelho e ostentando símbolos ligados ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Identificação do suspeito e medidas tomadas Conforme os dados repassados pela Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), o homem apontado como autor do tiro é o sargento da Polícia Militar Manoel Messias dos Santos. Como desdobramento imediato, a corporação o afastou das atividades operacionais e apreendeu a arma de fogo para análise pericial. O militar ainda passará por exame residuográfico para verificar se realmente efetuou o disparo. A pasta ressaltou que a instituição e a Polícia Militar “não compactuam com condutas ilícitas” e reiterou o compromisso em “garantir a segurança e a liberdade de manifestação no processo eleitoral”.

Posicionamentos oficiais e investigações em curso Apesar do tumulto, a Polícia Militar informou que nenhum boletim de ocorrência foi registrado a respeito de feridos, informação corroborada pela SSP. O caso agora segue sob dupla frente de apuração: a Corregedoria da Polícia Militar abriu procedimento interno, enquanto a Polícia Civil conduz a investigação criminal. Em nota oficial, a UFS comunicou que acompanha de perto a situação junto às forças de segurança e enfatizou que “repudia qualquer forma de violência ou intimidação, independentemente de orientação política”.

O que ainda precisa ser esclarecido pelas autoridades Embora o suspeito tenha sido identificado e afastado, pontos cruciais do caso continuam sob análise. A Polícia Civil trabalha para esclarecer a motivação por trás do ato e entender a dinâmica exata que levou o policial a disparar a arma no entorno da universidade. Para isso, os investigadores recolhem e examinam imagens de câmeras de segurança instaladas nas redondezas, além dos vídeos gravados por testemunhas, com o intuito de reconstituir o trajeto do veículo envolvido.

Fonte: SERGIPE