Onu classifica transmissão ao vivo de fuzilamento nos eua como tortura
O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos classificou como “tortura” a decisão do governo americano de realizar a transmissão ao vivo do fuzilamento de um condenado à morte, agendado para o dia 3 de dezembro.
Histórico militar e o caso do Texas A punição severa é direcionada ao autor de um atentado em 2009 no Texas que resultou em 13 mortes. O plano foi divulgado por um representante do Departamento de Defesa dos EUA na última quinta-feira.
Esta sentença capital será um marco nas estatísticas recentes do país. Trata-se da primeira execução executada pelas Forças Armadas americanas desde 1961 e a pioneira por meio de um pelotão de fuzilamento desde o término da Segunda Guerra Mundial.
Posicionamento oficial das Nações Unidas Em comunicado enviado à agência AFP, o escritório do Alto Comissariado reforçou seu posicionamento contrário a esse tipo de exposição. “Como o Alto Comissariado ressaltou em reação às execuções públicas no Afeganistão e no Irã, as execuções públicas constituem uma forma de tratamento ou pena cruel, desumano e degradante”, afirmou o órgão internacional.
A nota também pontua que “A transmissão ao vivo de uma execução equivale a uma execução pública e violaria a proibição absoluta da tortura”. O texto recorda que o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos veda expressamente práticas dessa natureza.
Violação de tratados internacionais Segundo a organização global, ignorar tais diretrizes transforma o ato em “a execução arbitrária” e “representaria uma violação do direito à vida”. A confirmação do plano de exibição partiu de um funcionário do Pentágono, que conversou com a imprensa sob anonimato e confirmou que a pena capital aplicada ao americano Nidal Hasan “será transmitida ao vivo”.
Fonte: Mundo