Policial militar é afastado após disparo em ato político na UFS em Sergipe
Um sargento da Polícia Militar de Sergipe foi afastado de suas funções após ser apontado como suspeito de efetuar um tiro que causou tumulto e correria em uma manifestação política realizada na entrada da Universidade Federal de Sergipe (UFS), em São Cristóvão.
Afastamento e investigação policial De acordo com a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), o sargento Manoel Messias dos Santos teve a arma de fogo apreendida e passará por exames residuográficos. Testemunhas relataram que o disparo foi realizado por um homem que estava em um veículo nas proximidades do protesto. A Polícia Civil agora atua na análise de imagens de câmeras de segurança para esclarecer a dinâmica do episódio.
Contexto da manifestação O ato público havia sido organizado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE/UFS) para debater políticas públicas voltadas para a educação, a conjuntura eleitoral do país, o papel e a participação democrática da juventude, além da importância do voto. Gravações compartilhadas em plataformas digitais registraram o momento em que dezenas de pessoas, muitas vestidas com roupas vermelhas e símbolos partidários, dispersaram-se rapidamente após o estampido.
Garantia da ordem pública Em nota oficial, a Secretaria da Segurança Pública destacou que trabalha para assegurar a tranquilidade do processo eleitoral, ressaltando a importância de preservar a liberdade de expressão e a integridade física de toda a população durante o pleito. A instituição universitária não se pronunciou sobre o caso até o momento.
Repercussão política O episódio gerou forte reação entre autoridades do governo federal. O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, manifestou-se por meio de sua conta em uma rede social: “URGENTE! Bolsonarista armado dispara contra manifestação de Lula em Sergipe! Zambelli, Roberto Jefferson e agora o atirador de Sergipe… Esse é o Brasil dos Bolsonaristas”.
Por sua vez, o advogado-geral da União, Jorge Messias, também utilizou a internet para condenar o ocorrido e alertar sobre o clima de hostilidade: “É preciso denunciar, com toda clareza, o que está acontecendo novamente. O Brasil já viveu esse roteiro — e conhece suas consequências. Trata-se de violência política: o mesmo ambiente de radicalização que contribuiu para a morte de pessoas inocentes em 2018 e 2022, alimentou o ‘bangue-bangue’ nas ruas e nas redes sociais e culminou na destruição das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023 parece estar ganhando força outra vez”.
Fonte: SERGIPE