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Caderno Mercado

Brasileirão chega a 19 técnicos demitidos e estatística surpreende

Brasileirão chega a 19 técnicos demitidos e estatística surpreende

O Campeonato Brasileiro atingiu a marca expressiva de 19 demissões de treinadores até o meio da 29ª rodada da temporada de 2026. Com a saída recente de Fernando Diniz do comando do Corinthians, 13 dos 20 clubes da elite do futebol nacional já mudaram de comando técnico ao menos uma vez na competição.

Impacto do aproveitamento após a troca no Brasileirão

Embora a estratégia dos dirigentes seja frequentemente criticada pela instabilidade, os números revelam que a troca costuma funcionar no aspecto estatístico. Dez dos clubes que promoveram alterações registraram melhora no percentual de pontos conquistados sob a nova gestão.

No entanto, analistas apontam que variáveis como lesões, calendários, contratações e o nível dos adversários também influenciam diretamente nos resultados em campo. O próprio Corinthians ilustra essa dinâmica: Fernando Diniz deixou o clube com 38,6% de aproveitamento, superando os 33,3% do antecessor Dorival Júnior. Apesar disso, a equipe alvinegra permaneceu na 16ª colocação da tabela.

Evoluções drásticas e quedas expressivas

Entre os destaques positivos, o Cruzeiro protagonizou a guinada mais acentuada do torneio. Iniciando com Tite e aproveitamento de 16,7%, a equipe mineira saltou para quase 70% sob a direção de Artur Jorge. Santos, com a chegada de Cuca, e Fluminense, sob o comando interino de Marcão, também viram seus índices crescerem consideravelmente.

Em contrapartida, equipes como o São Paulo viram o desempenho despencar após demitirem Hernán Crespo. A diretoria tricolor optou pela mudança no início do campeonato, mas nem Roger Machado nem o retorno de Dorival Júnior conseguiram manter o alto rendimento inicial de 83,4%.

A visão dos especialistas sobre a dança das cadeiras

Para o jornalista e comentarista esportivo Paulo Vinícius Coelho, o PVC, as melhoras de aproveitamento são erráticas, na maioria dos casos, sem que a troca de comando se traduza em mudanças de patamar das equipes.

O especialista ressalta que o fator motivacional costuma gerar apenas reações de curto prazo. “O resultado é que os times não conseguem desenvolver um jogo coletivo, já que os elencos continuam sendo os mesmos, mas os treinadores que chegam acabam tendo filosofias de trabalho completamente diferentes”, afirmou PVC.

A situação dos clubes que mantiveram seus técnicos

Enquanto a maioria muda, sete equipes mantiveram a comissão técnica desde a primeira rodada: Athletico-PR, Bahia, Coritiba, Mirassol, Palmeiras, Red Bull Bragantino e Vitória. Entre eles, o português Abel Ferreira lidera com 67,9% de aproveitamento no comando do Palmeiras, vice-líder do campeonato.

Por outro lado, o Mirassol enfrenta dificuldades para repetir o sucesso da temporada passada com Rafael Guanaes. Com 39,3% de aproveitamento, a equipe do interior paulista figura na 15ª posição, bem próxima da zona de rebaixamento da Série A.

Fonte: Folha Esportes