Reino Unido abre investigação contra a Meta por falhas em recurso do Instagram
O Ofcom, órgão regulador de mídia britânico, informou nesta terça-feira (6) a abertura de um processo formal de investigação contra a Meta. A autarquia apura se a companhia violou a legislação de segurança online ao deixar de analisar os perigos associados à ferramenta Instagram Instants, lançada em maio.
Contexto da ferramenta Instagram Instants O recurso em questão possibilita a publicação de mídias temporárias que somem após a visualização. A apuração do Ofcom pretende verificar se a empresa conduziu uma checagem correta e aprofundada sobre a propagação de material ilícito e as ameaças a crianças e adolescentes antes de liberar a novidade no mercado.
Declaração oficial do órgão regulador O comunicado oficial detalha que a análise pretende “determinar se a Meta descumpriu suas obrigações” ao negligenciar a checagem prévia obrigatória sobre infracções legais e proteção a menores.
“As mudanças significativas introduzidas nas plataformas devem passar por uma avaliação de riscos antes de seu lançamento”, explicou George Lusty, diretor de aplicação das normas do Ofcom.
“Não lançaríamos um carro novo sem tê-lo testado adequadamente, e o mesmo se aplica aos serviços on-line”, acrescentou.
Penalidades e posicionamento da empresa Caso as infrações sejam comprovadas, a gigante tecnológica pode ser punida com uma penalidade financeira que atinge até 10% de sua receita global anual.
Em resposta às acusações do governo britânico, um representante da companhia defendeu a atuação da empresa no desenvolvimento da tecnologia.
“Realizamos uma análise de riscos e informamos o Ofcom sobre esse recurso em várias ocasiões antes de seu lançamento”, respondeu um porta-voz da gigante americana.
“O Instants incorpora medidas de proteção, entre elas o bloqueio de capturas de tela, do compartilhamento de conteúdos e de reenvios, a ausência de um canal público, assim como a ativação automática de medidas de proteção para as contas de adolescentes”, acrescentou o porta-voz da Meta.
A fiscalização sobre a gigante tecnológica reforça a pressão das autoridades europeias em relação ao cumprimento de normas rígidas de segurança digital para menores de idade.
Fonte: Folha - Tecnologia