Primeiro Datafolha do 2º turno mede força de Flávio Bolsonaro e Lula
O cenário eleitoral brasileiro entra em uma fase decisiva com a divulgação do primeiro levantamento Datafolha para o segundo turno. A pesquisa funciona como um termômetro fundamental para medir o impacto das recentes movimentações políticas e o reflexo das estratégias adotadas pelas campanhas de Flávio Bolsonaro e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Alianças estratégicas e apoios partidários A campanha do candidato do PL trabalha intensamente para transformar os recentes apoios políticos recebidos ao longo da semana em um crescimento expressivo nas intenções de voto. A estratégia traçada pelo grupo aposta na consolidação de uma frente conservadora e na crítica a uma suposta distância entre a gestão federal e a realidade da população.
Nesta quinta-feira (8), Flávio Bolsonaro recebeu o apoio oficial do Podemos. Antes, União Brasil, Progressistas, Novo e Republicanos já haviam declarado apoio ao candidato do PL.
Os articuladores da campanha bolsonarista também mantêm conversas na tentativa de assegurar o endosso de Augusto Cury, figura influente que atualmente se encontra fora do Brasil.
Expectativas para os números do Datafolha Enquanto o levantamento anterior da mesma instituição apontava Lula com 47% e Flávio Bolsonaro com 46%, institutos como a Quaest já registraram o representante do PL liderando por 44% a 42%.
A avaliação interna entre os assessores do senador é de que o retrato anterior ficou defasado. A expectativa do grupo é que a nova rodada de dados aponte o candidato bolsonarista à frente com uma margem superior a dois pontos percentuais.
Reação da campanha governista Do outro lado da disputa, a equipe governista precisou reorganizar a rota após admitir falhas de coordenação durante a primeira etapa da disputa. Para reverter o quadro, o presidente Lula promoveu reforços em sua equipe de campanha para o segundo turno.
A avaliação dos aliados governistas indica que um cenário de empate técnico com o adversário na liderança ainda é considerado administrável. A projeção é que essa configuração abra espaço para uma reação nas semanas finais, impulsionada por uma mobilização mais intensa da militância diante da possibilidade de derrota.
Fonte: G1 - Política