EUA vão executar ex-militar pela primeira vez desde a Segunda Guerra
O governo dos Estados Unidos autorizou a primeira execução de um militar em mais de 60 anos, marcando um momento histórico para o sistema de justiça das Forças Armadas do país. A medida foi confirmada pelo Pentágono após aval da presidência.
O crime em Fort Hood
O condenado é Nidal Hasan, um ex-major e psiquiatra do Exército que abriu fogo contra militares desarmados em uma base militar no Texas no dia 5 de novembro de 2009. O atentado resultou na morte de 13 soldados e deixou outros 32 feridos em um prédio médico onde combatentes aguardavam exames.
Durante o processo judicial, o atirador admitiu a autoria dos crimes em tribunal, pediu desculpas por “quaisquer erros” e justificou seus atos alegando que tentava proteger muçulmanos e o Talebã no Afeganistão.
Detalhes da pena capital
A execução foi agendada para o dia 3 de dezembro em Fort Hood e será realizada por meio de fuzilamento, método extremamente raro no país e que não era aplicado no âmbito militar desde o término da Segunda Guerra Mundial.
O anúncio oficial foi feito pelo porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, nas redes sociais, revelando que a recomendação partiu do secretário de Defesa, Pete Hegseth, com posterior aprovação do presidente Donald Trump. “Chegou finalmente o dia do julgamento de Hasan”, escreveu Parnell no X.
Contexto legal e político
A legislação militar exige o aval direto do presidente dos Estados Unidos para a aplicação da pena capital, além de rigorosas revisões de legalidade. Atualmente, o autor dos disparos é um dos quatro únicos detentos no corredor da morte militar americana.
O retorno das execuções federais e militares ganha força com a atual administração. No início de seu segundo mandato, em janeiro de 2025, o presidente assinou uma ordem executiva retomando o uso da pena máxima, documento que classifica a medida como “uma ferramenta essencial para deter e punir aqueles que cometem os crimes mais hediondos e atos de violência letal contra cidadãos americanos”.
Fonte: Mundo