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Christa Pike consegue caminhar após falha em injeção letal nos EUA

Christa Pike consegue caminhar após falha em injeção letal nos EUA

Condenada à morte nos Estados Unidos, Christa Pike “já consegue se levantar e caminhar” enquanto permanece internada após uma falha na sua execução no final de setembro, conforme informou um membro de sua defesa.

Recuperação e efeitos colaterais

A detenta, de 50 anos, sobreviveu a duas doses de pentobarbital aplicadas em 30 de setembro no Tennessee, em um episódio considerado sem precedentes. Anteriormente, seus representantes legais já haviam relatado que ela estava desperta, conversando, algemada ao leito e apresentando irritação e desorientação.

Em entrevista concedida à BBC na quarta-feira (07/10), o advogado Stephen Ferrell declarou que não conversou diretamente com a cliente, mas recebeu relatos de que ela circulou pelo quarto hospitalar pela primeira vez, embora ainda apresentasse sinais de confusão mental.

“O que me foi descrito é que fisicamente há muita coisa acontecendo, que seus braços estão muito machucados e que ela não consegue usá-los muito. (…) Ela se levantou e caminhou pela primeira vez hoje, mas apenas pelo quarto, não muito longe”, afirmou Ferrell. Sobre o estado mental da cliente, o advogado pontuou: “Acho que é bom e ruim ao mesmo tempo. Bom que ela esteja relativamente lúcida, mas também um pouco confusa. Ela perde o fio da meada com muita facilidade e esquece para onde está indo.” A defesa ainda destacou a necessidade de suporte psicológico e ressaltou que possíveis sequelas permanentes ainda são desconhecidas.

Histórico do crime e desdobramentos judiciais

Pike foi sentenciada à pena capital pelo assassinato de Colleen Slemmer, ocorrido em 1995, quando ambas tinham 19 e 18 anos, respectivamente, além da participação do então namorado da condenada, Tadaryl Shipp, que era menor de idade na época e cumpre pena de prisão. O caso gerou fortes reações, incluindo críticas da mãe da vítima e pedidos de parlamentares locais pelo retorno da cadeira elétrica, como sugeriu a senadora Marsha Blackburn.

A Justiça determinou a preservação rigorosa de todos os materiais utilizados no procedimento. A juíza I’Ashea Myles ordenou que “tudo o que estava no quarto precisa ser preservado e mantido”, abrangendo desde equipos intravenosos até embalagens e registros sobre a condição psicológica da detenta.

Enquanto a Procuradoria-Geral ainda não definiu se haverá uma nova tentativa de execução, o governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu todas as penas capitais no Estado até o final do ano e exigiu esclarecimentos. O chefe do sistema prisional pediu demissão após o incidente, e a defesa agora tenta comutar a sentença de Pike para prisão perpétua sem liberdade condicional.

Fonte: Mundo