O Progressistas (PP) se prepara para oficializar nesta terça-feira (6) a aliança em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. A decisão também deve ser acompanhada pelo União Brasil, sigla com a qual o partido mantém uma federação partidária.
A reviravolta de Ciro Nogueira
A movimentação atual marca uma guinada significativa na postura do presidente da legenda, Ciro Nogueira. Há quase um ano, quando o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro oficializou sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto no final de 2025, o dirigente foi um dos principais críticos do movimento, classificando a empreitada como inviável.
Naquela ocasião, embora tenha tecido elogios ao parlamentar, o político argumentou que a escolha não deveria ser restrita aos interesses da legenda liberal e sugeriu os nomes de Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Ratinho Jr. (PSD) como alternativas mais competitivas.
“Política se faz com pesquisas, com viabilidade, ouvindo os partidos aliados. Isso não pode ser só uma decisão do PL”, disse.
Derrota no Piauí e alinhamento com o PL
A postura de neutralidade que Ciro mantinha até então tinha como objetivo principal blindar sua própria campanha à reeleição para o Senado pelo Piauí contra possíveis interferências do Palácio do Planalto. No entanto, após ser derrotado no pleito do último domingo (4), o cenário mudou drasticamente.
Com o resultado do primeiro turno indicando que Flávio terminou à frente na disputa contra Lula, a mobilização interna em prol do nome bolsonarista ganhou força imediata entre os dirigentes partidários.
Ainda nesta segunda-feira (5), o líder partidário confirmou seu voto e garantiu que atuará ativamente para convencer os demais membros da legenda a seguirem o mesmo caminho na corrida presidencial.
“Todo mundo sabe. Votei no Flávio, tenho uma lealdade enorme ao presidente Bolsonaro”, afirmou.
Fonte: Política - Folha



