A equipe de campanha do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) intensificou as negociações para garantir o apoio formal do Republicanos, sob a liderança do deputado federal Marcos Pereira (SP), ainda durante esta semana.
Frentes de negociação
As tratativas ocorrem simultaneamente em duas frentes distintas. A primeira envolve uma articulação direta entre o postulante do PL e o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A segunda se dá por meio de diálogos conduzidos pelo coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), diretamente com Pereira.
“Logo após o resultado, fiz uma ligação para o Marcos Pereira e marcamos uma conversa nesta semana aqui, em Brasília. Acho que vamos caminhar bem”, disse Marinho.
“Até porque quase a unanimidade do Republicanos já nos ajudou no primeiro turno. […] A maioria do partido hoje tende a ficar conosco”, completou.
Estratégia para o segundo turno
A agenda prevê um encontro entre Flávio e Tarcísio na capital federal para definir os rumos da campanha e anunciar os próximos passos. O objetivo da sigla é aproveitar os primeiros dias da nova fase eleitoral para atrair lideranças do centrão e nomes que disputaram o pleito, como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), cujos apoios já foram assegurados nesta segunda-feira.
O endosso de Caiado será oficializado em viagem a Goiás, enquanto a federação formada por União Brasil e PP deve formalizar sua posição após reunião marcada para esta terça-feira.
Articulações políticas e judiciais
Além das alianças partidárias, a coordenação pretende reunir governadores eleitos pelo PL em Brasília para intensificar a mobilização regional em favor do candidato.
Em paralelo ao cenário eleitoral, o comando da campanha planeja levar preocupações ao Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito de supostas interferências na atuação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em benefício do adversário, o presidente Lula (PT). Uma reunião entre Marinho e o presidente da Corte, Edson Fachin, está agendada para tratar do assunto.
Por fim, a legenda projeta ocupar as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado caso o candidato saia vitorioso, sustentando que a expressiva bancada conquistada pelo partido justifica o comando de pelo menos uma das Casas legislativas.
Fonte: Política - Folha




