O deputado federal Ricardo Salles, filiado ao partido Novo, obteve 120.575 votos na disputa pelo Senado por São Paulo, mesmo tendo abandonado a corrida eleitoral seis dias antes do pleito. Conforme os registros do TRE-SP, todos os sufrágios foram invalidados porque a corte oficializou a renúncia na sexta-feira anterior à votação.
Renúncia estratégica na reta final A decisão de retirar a candidatura foi comunicada na segunda-feira prévia à eleição, com o objetivo de fortalecer os nomes de Guilherme Derrite, do PP, e André do Prado, do PL, que acabaram vitoriosos com 30,59% e 29,28% dos votos, respectivamente. Com mais de 13 milhões de sufrágios, Derrite alcançou a marca de senador mais votado da história paulista.
A motivação para o recuo surgiu após levantamentos indicarem um empate técnico entre os aliados do governador Tarcísio de Freitas e as candidatas Marina Silva, da Rede, e Simone Tebet, do PSB. “O momento é tão grave que diferenças tem que ser deixadas de lado”, declarou Salles durante o anúncio oficial da aliança.
Urnas eletrônicas e votação expressiva Como as urnas eletrônicas haviam sido lacradas e carregadas em 23 de setembro, o número e a fotografia do ex-ministro permaneceram ativos no dia da votação, resultando na contabilização dos votos que posteriormente foram anulados pelo tribunal eleitoral.
Mesmo com a invalidação, Salles expressou gratidão aos eleitores que mantiveram o apoio. “Agradeço a cada um deles, assim como os demais que ajudaram os senadores eleitos a evitar que as forasteiras se elegessem por SP”, afirmou o parlamentar.
Articulação política e futuro O movimento articulado por Tarcísio de Freitas surpreendeu até mesmo correligionários mais próximos, que seguiam engajados na campanha até a véspera do anúncio. Nos bastidores políticos paulistas, circulam especulações sobre a possibilidade de Salles assumir uma secretaria estadual, embora integrantes do governo neguem a existência de qualquer acordo prévio para a desistência.
Fonte: Política - Folha




